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Blogs já eram e o futuro é o Twitter, diz Paul Boutin, da Wired

A Wired, explico para noobs leigos, é uma revista linda, divertida e com projeto gráfico fantástico, que eu compro a cada três meses por causa do preço final aqui no Brasil: 25 mangos.

A Wired é uma revista de tecnologia, de certa forma, mas não da maneira convencional. É tecnologia, comportamento, ciência, atualidades e algo de cultura pop de um jeito que não dá para exemplificar comparando com qualquer publicação nacional, já que ninguém no Brasil faz nada parecido.

No último dia 20, um colunista da revista chamado Paul Boutin publicou aqui um texto cujo título é algo mais ou menos assim: ‘Twitter, Flickr e Facebook fazem blogs parecerem tão 2004′

O camarada começa o texto dizendo que se você pensa em começar um blog, é para mudar de idéia. E se já tem um, acabe com ele.

O argumento é o seguinte: blogs são impessoais e tem volume muito grande de informação. Para Paul, a bola da vez são o Twitter, o Facebook (?) e o Flickr.

Infelizmente para o Paul, eu discordo absolutamente do que ele postulou e felizmente para mim meu blog me permite dizer isso. Não quero que a informação se reduza a 140 toques, ou a uma foto, ou a um perfil cheio de widgets e associados a padrões de comportamento em forma de comunidades. O que Paul esqueceu, ansioso por escrever um texto polêmico e por tentar prever uma tendência de maneira precária, é que a internet é o que é justamente por ter espaço para todos os tipos de mídia.

É claro que as ferramentas que reduzem informações a um número de caracteres ou a uma foto são importantes, mas a mim parece óbvio que elas não são – e nunca serão, como na vida real, onde lemos livros com textos e vemos livros de ilustrações – isoladas uma da outra.

Twitter, Flickr, Facebook (adaptemos ao nosso Orkut) são ferramentas complementares. Cada uma atende a uma necessidade diferente, e as pessoas podem buscar uma delas de cada vez ou a duas ou três, como é comum.

Não, as fotos e os textos de 140 toques não vão substituir textos de 2.000 toques. Na pior das hipóteses, lembremos que sempre existirão os entusiastas do texto, como existem os entusiastas do vinil. E considerando o cenário que Paul menciona – de que as postagens em blogs não são mais informações relevantes nos buscadores – , se ele é identificável no contexto norte-americano, aqui a coisa é exatamente o contrário. Nesse ponto, então, talvez seja bom estar atrasado na revolução da democratização da produção de informação.

Claro que não dá para prever os rumos da web, já que isso depende de uma série de fatores. Mas ‘prever’ o fim dos blogs como meio de produção de conteúdo parece só uma necessidade de falar coisas que vão repercutir. Pelo menos esse objetivo ele atingiu.

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Inutilidades

O tédio meio que agitou meu twitter. Agora eu tuito o dia inteiro, do celular inclusive. Percebi que rola um vício numa coisa inútil mesmo, ainda que a interação entre as pessoas que você ‘segue’ e as que seguem você seja algo útil, de certa forma. É meio doido acompanhar os pequenos detalhes da vida de alguém que você não conhece – te dá a impressão que você conhece muito bem o fulano. E isso é muito louco. Causa aquelas confusões quando você conhece pessoalmente alguém com quem fala pela internet, mas que nunca viu antes: um dos envolvidos super-caloroso-melhor-amigo e o outro agindo como agiria com um desconhecido.

Vamos às inutilidades mencionadas no título – não que o texto do twitter não tenha sido uma. Na Super Interessante do mês passado, saiu uma espécie de diagrama que elucida em qual corrente nerdista você se encaixa mais:

Nerd_super

Bom, eu tô mais pro… ok. Eu tipo não quero falar sobre isso.

E a Paloma, que trabalha comigo, me mandou esse site, que desenvolve o projeto Bored at Work. Lá, dá pra aprender a montar engenhocas super legais (mesmo!) com itens encontráveis num escritório, pro caso de você não ter o que fazer no trabalho. Ou ter o que fazer, mas não estar afim. Veja só que maravilha de sistema de engenhoca andante:

walkything

Ele garante que esse bicho anda. Sozinho, quero dizer. Eu, quando bati o olho, achei que era uma vaquinha. Acho que anda por causa do elástico.

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A sublimação do instantâneo

Para os padrões de internet, estou meio atrasada. Mas acho legal falar do Twitter, a nova ferramenta interativa que promete algo na Web.

O Twitter funciona sob o mote “What are you doing?” (“O que você está fazendo?”), ou seja… exatamente isso. Os membros criam perfis e o atualizam minuto a minuto com suas atividades corriqueiras, por meio de uma ou duas frases. Coisas do tipo “estou tomando café da manhã”, “lendo as notícias do Uol”, “tentando falar com fulano”. O perfil permite só uma foto e uma pequena descrição, e você pode acompanhar as atualizações alheias – existe a opção de recebê-las por celular ou e-mail. Você também pode enviar atualizações direto do celular ou por e-mail, caso esteja na rua, pra que nenhum movimento seu seja perdido.

Dizer que isso é voyeurismo barato é a crítica óbvia. As pessoas gostam de saber da vida das outras. E a possibilidade de postar de qualquer lugar através de dispositivos móveis torna tudo mais divertido. É possível, também, acompanhar o twitter de quantos amigos você quiser.

Assustador, não? Eu já tenho um, mas não atualizo com freqüência: faltam paciência, algum amigo interessante que use ou tanto tempo assim sobrando. Além disso, penei e penei mas não consegui configurar meu Nokia 5200 para receber e enviar mensagens no Twitter. Quem sabe, caso eu conseguisse, teria me familiarizado mais com a ferramenta. Deus sabe quantas coisas bizarras eu vejo todo dia andando de trem…

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