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O barraco de Sorocaba

Histórico de MSN é dessas coisas traiçoeiras da vida. Você dificilmente se lembrará dele até que precise de um trecho de alguma conversa, ou quando alguém chegar com um chumaço de papel impresso com os 5 anos de conversas suas com o seu amante, marido desse alguém, e der com o chumaço na sua orelha. Acontece.

Daí você vai querer ter frequentado aquele cursinho de informática na Bit Company que seu marido insistiu para que você fizesse. Lá, você aprenderia que era possível simplesmente não ter salvo as conversas, e agora o Brasil inteiro não estaria sabendo que você traiu seu marido com o marido da sua melhor amiga, seu compadre.

Mas é como eu disse, super comum. Incomum mesmo é intimar (/gíriademano) a amante do seu marido, socar a mulher e gravar em vídeo. Dizer pro G1 que seu objetivo era só deixar o vídeo exposto em sua página no Orkut e achar que tudo bem. Porque cuidado com o que você deseja, né?

O barraco de Sorocaba, como ficou conhecido o episódio, passou de problema de família em cidade pequena a assunto de interesse nacional. Virou Trending Topic no Twitter na segunda-feira à noite. A Vivian e a família dela certamente perderam o sono, muito mais do que já sabiam que perderiam no meio de tanta confusão. E estragaram qualquer chance de voltar a ter uma vida minimamente normal ao menos nos próximos meses – pra ela e pra todos os envolvidos.

É por isso que eu acho que quem reclama que a internet tira a nossa privacidade são as mesmas pessoas que colocam esses vídeos delas no Youtube e querem que eles fiquem restritos a um público selecionado. Não dá nem pra dizer que não tem como restringir o acesso, porque essa opção é bem explícita quando a gente sobe um vídeo no YouTube.

Outra coisa que o sucesso do barraco prova é que programas como o da Márcia Goldschimdt jamais sairão do ar. O que a gente curte mesmo é um barraco.

Mas dane-se essa doutrinação barata sobre o que é culturalmente enriquecedor no consumo de entretenimento e o que não é. O importante aqui: você é #teamvivian ou #teamjuliana?

Tenho certeza que essa imagem, que eu tirei lá da PIX, vai te ajudar a fazer um julgamento justo e equilibrado da situação.

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Radiohead feito de barulhinhos de Nintendo 8-bit

Como a ordem das coisas do mundo está subvertida, ser nerd é cool e, portanto, fazer música com barulhinhos de videogame também é.

Gostar de Radiohead também é cool. E, freqüentemente, coisa de nerd. Thom Yorke, o vocalista, é o protótipo do nerd-esquisito que conseguiu vencer na vida porque é genial (acho que o protótipo disso é o Jobs, né? Bom, ok)

Nintendinho_table

Disk-Jóquei BOOOOOOOM

Daí veio um cara que era as duas coisas (nerd e fã de Radiohead) e juntou os dois (música e videogames). O trabalho (que não é Guitar Hero), super bem feito e detalhado, resultou nisso:

Paranoid Android:

Música do futuro. Nos vídeos relacionados, tem 15-Step, No Surprises e Creep. Tudo tão bem arranjado que dá até pra cantar em cima, tipo um karaokê feito de midi.

Vi aqui.

Agora, tenho uma enquete pra você (e vou ter várias, daqui pra frente, que esse negócio de interatividade muito me apetece):

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Pork and Beans, novo clipe do Weezer, é uma amálgama de virais do Youtube

Esse é o vídeo do novo single do Weezer, que chama Pork and Beans, e cuja idéia é bem legal. Apesar da música não ser nada muito surpreendente, o clipe foi uma puta sacada: a banda reuniu vários personagens de vídeos famosos da internet, tipo o gordinho que canta ‘Dragostead Tin Dei’ (a versão origianal de ‘Festa  no Apê’, do Latino) de um jeito engraçado, Chris Crocker, o rapaz surtado que pediu pra todo mundo deixar a Britney em paz meses atrás, o afroninja, o dramatic chipmunk, a miss teen que falou merda num concurso americano e outras figuras que a gente conhece muito bem do Youtube.

O clipe, que está no ar desde o último dia 23, já está chegando na impressionante marca de 3 milhões de hits no Youtube. O vídeo clipe tem aquele clima de festa e alegria dos clipes do Weezer, nos quais todo mundo canta, dança e participa, além das referências à cultura pop internética nerd serem muito divertidas.

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