OEsquema

sight n’ sound fusion

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Por acaso esses dois exemplos deliciosos de “imagem sonora” chegaram a mim no mesmo dia. Como não amar cimática?

By chance these two delicious examples of “sound sight” came my way in the same day. How can one not love cymatics?


Cimática + Jack White (+ notícias de disco novo!): se melhorar estraga…
Cymatics + Jack White (+ new album news!): it doesn’t get much better than that…

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Pindorama

Ontem a Maré virou mar. Vi um pedaço de plástico transformar-se num oceano, ora calmo e acolhedor, ora revolto, violento. Vi corpos: por vezes humanos, lutando contra as ondas da tormenta plástica, por vezes criaturas, movendo-se lentamente em suas poças solitárias até formarem uma amalgama de tons de pele que saltava aos olhos no concreto cinza.  O mais novo espetáculo de Lia Rodrigues, é potência nua e crua. Dança? Performance? Não sei definir. O que sei é que há tempos uma obra não me deixa impressionada dessa forma.

Yesterday Maré (a favela in Rio whose name means ‘tide’) became the sea. I saw a piece of plastic turn into an ocean, at times calm and cosy, at times billowy and violent. I saw bodies: at times human, fighting the crashing plastic waves, others creatures, moving slowly in their solitary puddles until they became an amalgam of skin tones, shining against the grey concrete floor. Lia Rodrigues’ latest creation is sheer potency. Dance? Performance? I can’t really name it. What I know is it’s been a long time since I’ve seen something so impressive.

‘Pindorama‘, que em Tupi significa ‘terra das palmeiras’, é a parte final de um tríptico (definição da própria Lia) que gira em torno da água. O elemento é o fio condutor da obra – imaginária ou real, é a água que conecta tudo e todos. A simplicidade e economia do cenário e figurino, a fusão de platéia e ‘palco’…é impressionante o quanto se ganha ao focar apenas no absolutamente essencial. Não quero falar muito pois não saberia colocar em palavras tamanha força e delicadeza – acredito que seja daquelas coisas que só fazem sentido quando sentidas.

‘Pindorama’, meaning ‘land of the palm trees’ in indigenous language Tupi, is the final part of a triptych (Lia’s own words) revolving around water. The element is the central theme to the work – be it imaginary or real, it’s water which connects everything and everyone. Simple, economic set and costume designs, the fusion between audience and cast…it’s amazing how much is gained when focus is kept on the absolutely essential. I don’t want to say much since I’m not able to put into words such strength and fragility – I believe it to be one of those things you have to feel to understand.

Pra variar venho avisar na última hora – a temporada vai só até 30 de Março. A boa notícia é que as apresentações rolam de Quarta a Domingo então você que está lendo tem 5 dias para assistir.

SERVIÇO: 

Entrada Franca

Quarta, quinta e sexta, às 20h. Sábado e domingo, às 19h.

Local: CENTRO DE ARTES DA MARÉ (Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda, Maré, terceira rua à direita depois da passarela 9 da Av. Brasil, sentido Centro-Zona Oeste) – Tel. (21) 3105-7265.

Reservas e informações sobre a van que fará o trajeto Lagoa (Parque dos Patins) Maré:  pindorama.mare@gmail.com

As usual, I am the bearer of late news – Pindorama’s only showing til March 30th. Luckily it’s on Wed to Sun so you have 5 days to check it out. Above you can find opening times, address and telephone and the email to book a seat in one of the vans which leave from Lagoa.

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The Afronauts

Em 1964, em uma Zâmbia recém independente, o professor Edward Makuka Nkoloso fundou a ‘Academia Nacional de Ciência, Pesquisa Espacial e Filosofía’. Seu objetivo era formar astronautas para competirem com os Americanos e Russos na corrida para o espaço. Com sessões de treinamento que incluíam rolar morro abaixo dentro de um barril de óleo e cortar a corda onde os ‘cadetes’ se balançavam para simular segundos de gravidade 0,  a iniciativa não foi levada a sério pelo governo do país e acabou morrendo, mas quase 50 anos depois a história do primeiro e único programa espacial africano ganhou vida nova graças à imaginação da fotógrafa espanhola Cristina De Middei.

In 1964, in recently-independent Zambia, science teacher Edward Makuka Nkoloso founded the National Academy of Science, Space Research and Philosophy. His goal was to train astronauts to compete with the US and Russia in the space race. With training sessions which included rolling downhill inside an empty oil barrel and clipping the end of a swing rope to simulate 0 gravity, the initiative was never taken seriously by the Zambian government and wound up dying out, but almost 50 years later the story of Africa’s first and only space programme came to life again thanks to the imagination of spanish photographer Cristina De Middei.


Registro do programa espacial de Nkoloso

Os Afronautas‘ é um delicado registro ficional do fato, no melhor estilo sci-fi roots dos filmes B dos anos 60/70. As fotos foram tiradas em Alicante, sua cidade natal, e nos arredores de Madri, assim como no Senegal e no Mar Morto. O contraste entre elementos tradicionais da cultura e geografia africanas e a ícones ligados à tecnologia espacial dão às lindíssimas imagens um ar surreal que alterna entre comicidade e melancolia. Segundo a artista o trabalho fala de sonhos impossíveis, e não é uma tentativa de fazer graça – pelo contrário. “Ninguém acredita que algum país africano possa chegar à lua. Ele esconde uma crítica muito sutil à nossa posição em relação a todo esse continente e nossos preconceitos. É como dizer palavras fortes com um belo sorriso no rosto.

The Afronauts is a delicate fictional depiction of the fact resembling 60′s/70′s low budget sci-fi films. The pictures were taken in Alicante (her hometown), the outskirts of Madrid, Senegal and the Dead Sea. Contrast between traditional african cultural and geographical elements and space technology icons give the beautiful imagery a surreal mood alternating between humour and melancholy. According to the artist the work addresses impossible dreams and is in no way an attempt to poke fun at the story. “Nobody believes that Africa will ever reach the moon. It hides a very subtle critique to our position towards the whole continent and our prejudices. It’s just like saying strong words with a beautiful smile”.

Cansada dos limites da carreira de fotojornalista, Cristina encontrou na fotografia de arte uma forma de romper a barreira entre fato e ficção: suas obras alternam entre a reprodução de fatos reais que parecem mentira (como é o caso dos Afronautas) ou a construção de realidades totalmente críveis, mas que de fato são inventadas por ela (como o caso da série Poly-Spam, onde ela cria retratos dos personagens que mandam aqueles spams com histórias trágicas e pedidos de doação de dinheiro). Me lembrou um pouco o trabalho dos paulistas do Garapa, também ex fotojornalistas.

Tired of the limitations of her photojournalist career, Cristina found in fine art photography a way of blurring the lines between fact and fiction: her works alternate between the visual reproduction of real events which seem untrue (like the Afronauts) and made-up lies which seem totally believable (like her series Poly-Spam, which depicts the people who send those spam mails with tragic stories asking for money). It reminded me of the work of São Paulo collective Garapa, also former photojournalists. 

O projeto, de 2012, virou um livro lindo cuja edição esgotou em apenas dois meses e foi indicado ao prêmio da Aperture Foundation no mesmo ano. Em 2013 a artista foi indicada ao Deutsche Börse Photography Prize.

The 2012 project became a beautiful book which was completely sold out in just 2 months and was shortlisted to the Aperture Foundation prize that same year. In 2013 Cristina was nominated for a Deutsche Börse Photography Prize.

 

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Le Parc Lumiére

Venho falar de algo que já passou. Acontece muito, e sempre me deixa angustiada. Mas aí lembro que esse blog nunca se propôs a ser um guia cultural, uma agenda. Posto aqui experiências que sinto vontade de compartilhar, mas pra fazer isso preciso vivê-las antes, e nem sempre dá pra alinhar o ritmo da vida com o da informação. Vai ver foi por isso que nunca trabalhei como jornalista…

Faço essa introdução porque a exposição do Julio Le Parc na Casa Daros foi vertiginosa – das experiências mais extasiantes dos últimos tempos. E se você for um pouco mais atrasado que eu, ler isso sem ter ido, e então se interessar em ver, será tarde demais. A mostra terminou ontem, e dá uma tristezinha saber que não vou poder visitar  novamente o mundo encantado escuro/luminoso desse mago argentino (e pelo jeito não sou a única). Mas ok, o importante é que emoções eu vivi. E olha, foram muitas…

I come here speaking of  something that’s already past. It happens a lot and always leaves me a bit anguished. But then I remember this was never meant to be a cultural guide / calendar type of blog. I write about experiences I feel like sharing, but to do so I must live them first, and it’s not always possible to set life’s pace to that of information. Maybe that’s why I never worked as a journalist despite my degree…

This brief introduction is due to the fact that Julio Le Parc’s exhibition at Casa Daros was vertiginous – one of the most exhilarating experiences I’ve had in a while. And if you’re further behind than me, reading this without having seen it yet and then deciding to go, it’ll have been too late. The show ended yesterday and it’s a bit heartbreaking that I won’t be able to visit this argentinian wizard’s dark/bright world again (seems like I’m not the only one who felt this). But ok, the important thing is I experienced it wholeheartedly.

Apesar de adorar arte cinética e idolatrar artistas “imersivos” como Olafur Eliasson e James Turrell, não conhecia o trabalho de Le Parc. Fiquei impressionada com a simplicidade e elegância de suas peças mecânicas, feitas nos anos 60 mas com “resultados” de luz que às vezes lembram visões da era digital, como aqueles padrões default de descanso de tela ou iluminação de boate moderninha. As obras funcionam em dois planos: no primeiro – material, da fisicalidade e gravidade palpáveis, nosso e de todos os objetos do mundo (inclusive as esculturas) – as engenhocas econômicas, precisas e funcionais que por sí só já são admiráveis. No segundo – etéreo, leve, fugaz, ao qual só nos resta contemplar e deixar penetrar já que nunca o penetraremos – seres e teias de luz que dançam ao nosso redor, ora de forma organizada e ritmicamente precisa, ora soltos no ar numa coreografia orgânica e fluida. A impressão que tive várias vezes era de ter mudado de escala e estar enxergando plânctons, bactérias ou outros seres normalmente invisíveis aos nossos olhos. A cada sala éramos sugados pra dentro de micro universos de luz e movimento, ficando quase impossível pro corpo não pulsar no mesmo ritmo – ou ritmoS, já que algumas obras eram simultaneamente lentas (na matéria quase blocada) e velozes (na luz dispersa). Perdi o querido João Penoni executando sua performance Lúmens dentro da mostra, mas depois da visita entendi perfeitamente a ligação entre o trabalho dos dois artistas – Le Parc pode não ter tido a intenção de falar do corpo, mas o corpo responde à sua obra.

Despite loving kinetic art and idolising “immersive” artists like Olafur Eliasson and James Turrell, I wasn’t aware of Le Parc’s work and was impressed by the simplicity and elegance of his mechanical pieces – all from the 60′s but some with light “results” reminiscent of digital age visions like default screensaver patterns or trendy club lighting. The works exist in two simultaneous planes: in the first – material, of palpable physicality and gravity, the one we and all objects (including sculptures) inhabit – we have the economic, precise and functional machines, admirable on their own. In the second one – ethereal, weightless, fleeting, which we can only contemplate and be penetrated by since we can never penetrate it ourselves – light beings and webs dance around us; at times organised and rhythmically precise, others loose in a fluid, organic choreography. Several times I had the impression I had changed scales and was now able to see planktons, bacteria and other normally invisible beings. In each room we were sucked into micro universes of light and movement, making it almost impossible for the body not to pulse in the same rhythm – or rhythmS, since some pieces were simultaneously slow (in the block-like matter) and fast (in the dispersed light). I missed João Penoni’s one-time execution of his ‘Lúmens’ performance inside the show, but after the visit I completely understood the connection between the two artists – it might not have been Le Parc’s intention to talk about the body, but the body responds to his work.

O artista sabe brincar com os sentidos como ninguém, e me colocou em contato com alguns meus de forma muito curiosa. Nunca imaginei que um labirinto sem paredes fixas pudesse me deixar tão confusa, tonta (literalmente) e extasiada. A miopia mais uma vez veio a calhar e ajudou na viagem: de longe naquela escuridão alguns materiais perdiam contorno, os fios desapareciam, as luzes estouravam…de certa forma tudo ficava mais mágico – menos objeto, mais acontecimento. Viagens visuais tão intensas costumam suprimir a fala, e nessa não foi diferente: quando embarcamos de verdade, vem o silêncio. Boquiaberta, não sentia a necessidade de produzir sons que perturbassem a atmosfera sublime – a não ser uma risada involuntária quando só o sorriso de idiota constantemente estampado no rosto não da mais conta de representar a felicidade diante de alguma peça.

E como se esses trabalhos mágico não fossem suficientes pra me ganhar, o cara ainda é ativista! Entre outros textos, fez um questionando o papel do artista na sociedade que se mostra perfeito pros dias de hoje, tão conturbados quanto os de 1968 quando foi escrito.

The artist plays with our senses like no other, and put me in touch with some of mine in a very curious way. I never imagined a maze with no fixed walls could be so confusing, dizzying (literally) and entrancing. Nearsightedness once again came in handy and helped the trip: from a distance in the darkness some materials lost definition, wires disappeared lights flared…in a way everything became more magical – less object, more happening. Visual journeys so intense usually suppress speech and this time it was no different: when we truly embark, silence follows. Open-mouthed, I didn’t feel the need to produce sounds that would disrupt the sublime atmosphere – except for the occasional involuntary laugh when the dopey smile plastered on my face is not enough to represent the joy before a certain piece.

And as if his art wasn’t magical enough to win me over, the guy is also an activist! Among other texts, he wrote one questioning the role of the artist in society which is just perfect for the troubled days we’re living in, as much as those of 1968 when it was written.

Sorte enorme ser essa a primeira expo visitada após 5 semanas de imersão artística teórica e prática focada em desenho – tudo que eu precisava era arte dessas de mergulhar de corpo e alma. Julio Le Parc comprova que a simples curiosidade pelos processos do mundo, combinada à pesquisa e dedicação rigorosas, pode ter uma riqueza de desdobramentos impressionante. Foi também a minha segunda visita à Casa Daros e, assim como na primeira, saí de lá com a sensação de que o lugar em pouco tempo já se consolidou como um dos centros de arte mais relevantes e bem estruturados da cidade (apesar de ainda sentir falta de mais verde e sombra no pátio e de um biciletário na entrada :p)

Lucky me to have this be the first exhibition I visit after a 5 week intensive artistic immersion – both practically and theoretically focused on drawing. All I needed was this kind of art you can dive into, heart and soul. Julio Le Parc proves that simple curiosity for the world’s processes combined with rigorous research and dedication can lead to impressively rich and diverse developments. It was also my second visit to Casa Daros and, just like the first time, I left with the feeling that in a short period of time the place has already been able to establish itself as one of the most relevant and well structured art centres in Rio (despite still lacking bicycle parking and trees / shade in the patio :p)

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Patricia Correta desmente William Bonner ao vivo! (Atualizado)

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E o video do Rafucko que postei ontem já foi tirado do ar pela Globo com justificativa de quebra de copyright.

A Globo, esse exemplo do jornalismo imparcial e “profissional” está aberta a críticas – desde que passem pelo crivo de seus editores, sejam publicadas no seus canais, com as suas palavras escolhidas a dedo.

Disse Noblat naquele ridículo editorial de mea culpa que mais soou como um tapa de luva de pelica: “Se há algo a que os jornalistas estão acostumados é a contrariedade que a publicação de fatos negativos sobre pessoas, partidos, artistas, políticos, empresários gera naqueles que os admiram, respeitam e os têm acima do bem e do mal. O fenômeno é diário, e recebido pelo jornal como algo natural.”

Engraçado que a mesma naturalidade e calma que tentam passar nesse texto pífio não dá as caras quando a contrariedade ao conteúdo parte deles né? Uma ação vale mais do que mil palavras falsas, O Globo – essa censura ao video genial do Rafucko mostra como são fracas as bases de seus argumentos quando confrontadas pelo humor inteligente e fatos incontestáveis. E aí, quem está se colocando acima do bem e do mal agora??

P.s: Querida Globo, o video continua rolando… Internet é isso aí: canais múltiplos!

O gênio Rafucko está de volta!

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Quick reminder

Sei que ando meio ausente – em breve retomo as atividades – mas precisava compartilhar essa lindeza pra lembrar que quando se está aberto para o inesperado, coisas incríveis acontecem…

I know I’ve been away, promise I’ll be back soon – but had to stop by to share this beauty as a reminder that when one is open to the unexpected, amazing things can happen…

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Ataque sonoro

Terça de madrugada recebi o relato de uma amiga contando que uma amiga dela havia tido seu carro interceptado por ninguém mais ninguém menos que nosso querido prefeito Eduardo Paes. O motivo? Uma música de protesto que tocava alto e incomodou Dudu. Indignada com o absurdo da situação, marquei pro dia seguinte um Flashmob Sonoro, com o intuito de espalhar a tal música pela cidade numa mesma hora. O povo curtiu tanto que resolvi estender a convocação para todos os dias, às 20:00, até a Copa.

Por conta do “evento” me toquei que muitos desconheciam a música de PH Lima e ficaram amarradões ao ouvir uma letra de funk totalmente política, falando tudo que a gente tem vontade de dizer, na lata. Isso só me leva a concluir que as pessoas precisam vir mais pras ruas! Voltem (ou comecem) a frequentar as passeatas, atos, debates, assembléias populares, sessões de cinema abertas e outras atividades políticas, mas também culturais, e vcs verão (ou melhor, ouvirão) que de onde saiu essa tem muito mais! Isso sem contar os gritos da rua que prometem tomar conta do Carnaval… ‘Alegria alegria’ é linda, mas temos as músicas de protesto do nosso tempo e elas merecem (e devem) ser conhecidas e tocadas também!


(só do Los Vânda poderia fazer uma playlist inteira)

Adorei o remix com os gritos da rua:

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Wilder Mann

“Plugados, neuroticamente conectados via wi-fi e 3G, nós ansiamos reestabelecer contato com o atual, o primal, o antigo…Nós definhamos pelo não-mecânico, pelo pré e pós-industrial. Somos peregrinos buscando o passado, o genuíno, o individual”

O tom do prefácio de Wilder Mann, livro do fotógrafo Charles Fréger que retrata as fantasias usadas em rituais pagãos Europeus, ressalta a importância da manutenção e do conhecimento dessas tradições folclóricas na nossa era cada vez mais virtual.

“Plugged in, neurotically Wi-Fied and 3Ged as we are, we yearn to re-establish contact with the actual, the primal, the old … We languish for the non-mechanical and the pre- or post-industrial. We are pilgrims seeking the past, the genuine, the individual.”

The preface sets the tone for Wilder Mann, Charles Fréger’s book depicting costumes worn in pagan rituals throughout Europe and reinforcing the importance of maintaining and sharing these folk traditions in an increasingly virtual age.

Babugeiri, Bulgaria . Vestidos com pele de cabra, saem em procissão no dia 01 de Janeiro. Originalmente simbolizavam fertilidade. // Dressed in goat skins, hold a procession on 1 January. They originally symbolised fertility. (source: Guardian)

Schnappviecher, Italia // Italy – Medindo até 3m de altura, saem na Terça-feira Gorda para espalhar terror pela vila vinícola de Tramin. // Often 3m high, they appear on Shrove Tuesday to spread terror on the wine village of Tramin. (source: Guardian)

Strohmann, Alemanha // Germany – Mitologia rural. Identificado como a personifação da luxúria e símbolo do inverno.
Rural mythology. Has been interpreted as a personification of lust and a symbol of winter (source: Guardian)

As vestes são de uma beleza e força impressionantes, sem contar o fator aterrorizante de algumas deliciosamente monstruosas. Ao retrata-los em perfeita sintonia com seus arredores, Fregér torna reais esses seres fantásticos. A sensação que tive ao folhear o livro pela primeira vez foi de encantamento, como se tivesse encontrado uma espécie de National Geographic de algum universo paralelo – imaginei o fotógrafo dias entocado esperando o momento perfeito de capturar imagens daqueles seres em seus habitats naturais.

The costumes are of impressive force and beauty, not to mention the deliciously monstruous qualities of some. By depicting them in perfect sync with their surroundings, Fregér brings these fantastical beings to life. The feeling I had while browsing the book for the first time was one of enchantment, like I had found a kind of National Geographic of some parallel universe – I could almost picture the photographer hiding for days waiting for the perfect moment to snap a shot of those being in their natural habitats.

Além do óbvio valor antropológico, Wilder Mann é uma ótima referência para quem trabalha com figurino, direção de arte, ilustração…ou quem simplesmente gosta de dar uma viajada por outras realidades possíveis nesse mundo cada vez mais padronizado. Mais infos e links pra compra online aqui.

Besides the obvious anthropological value, Wilder Mann is a great reference for those working with costume, art direction, illustration…or those who simply like to wander through other possible realities in our increasingly standardized world. More info and links for online purchase here.

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Mixtape Verão IOIA

IOIA em clima de verão! Bom fim de semana!!

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What difference does it make?

O doc What Difference Does it Make ? comemora 15 anos da Red Bull Music Academy, uma espécie de residência musical que ocorre anualmente em diferentes cidades mundo afora.

What Difference Does it Make ?  is a documentary celebrating 15 years of the Red Bull Music Academy, an annual musical residency which takes place in different cities across the globe.

Rodado em Nova Iorque, o filme acompanha os participantes da edição 2013 da RBMA. Além disso, conta com depoimentos de Phillip Glass, Giorgio Moroder, Erykah Badu, James Murphy, Lee Perry, Flying Lotus e muitos outros sobre o drive criativo e quase incontrolável que leva alguém a querer fazer música, e toda a bagagem que isso acarreta.

O lançamento é dia 18 de Fevereiro, online e de graça.

Shot in in NYC, the movie follows participants of the 2013 edition of the RBMA. On top of that, artists like Phillip Glass, Giorgio Moroder, Erykah Badu, James Murphy, Lee Perry, Flying Lotus and many others talk about the creative, almost uncontrollable drive, which leads someone to making music, and all the baggage that comes along with it.

The film launches online for free on February 18th.

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