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Festival Panorama 2013

De hoje a 10 de Novembro tem Festival Panorama, mostra de “arte do corpo” (performance e dança) que já rola na cidade há 22 anos.   A programação é intensa e super interessante - vou tentar provar de tudo um pouco, mas de cara já indico algumas coisas::

‘Onde o horizonte se move’, performance de Gustavo Ciríaco que participei durante o Rio Occupation London, agora ganha versão carioca (dias 26 e 27). Não tenho a menor idéia de como será a nova montagem, mas em Londres o artista utilizou a rua como cenário, misturando atores e transeuntes e surpreendendo e encantando o público, que assistia o desenrolar das ações do alto do telhado de uma antiga fábrica. Aqui ele fala um pouco mais sobre a obra.

‘Sandwalk with me’ foi outra que eu tive o prazer de participar em Londres, também durante a ocupação. A obra de Marcela Levi e Lucia Russo questiona a nossa relação com o tempo e com o caminhar – ao vestirmos as sandálias pesadas somos obrigados a desacelerar, e é essa imposição de um novo ritmo que afeta a nossa percepção do espaço, das pessoas em volta e do nosso próprio tempo, físico e mental. Se “sandwalk” dentro de um galpão já foi a maior viagem, imagina no centro da cidade?! Imperdível!

‘CoLABoratório é o projeto de residência artística do festival. No dia 02/11, na EAV Parque Lage, serão apresentados os resultados da residência que, durante 13 dias no Centro Popular de Conspiração Gargarullo, em Miguel Pereira, convidou 6 artistas ibero-americanos a explorar “a dramaturgia enquanto elemento diferenciador de criação e aproximação de públicos”. Entre os orientadores, Jorge Lopes Ramos, criador do premiado Hotel Medea e diretor artístico do centro.

Fora isso, as palestras gratuitas do Seminário Documentos :: Movimentos  trazem temas interessantíssimos como a vertente performática de movimentos sociais e uma análise da relação entre movimentos cotidianos e a dança, entre outros. Distribuição de senha uma hora antes.

O Panorama se espalha por 10 espaços do Rio, e para as performances na longínqua Cidade das Artes, o festival disponibilizou ônibus exclusivos.

From today until November 10 Rio is hosting Festival Panorama dance and performance festival.  I’ll try to see as much as I can from the intense and really interesting programme, but here are a few I recommend:

‘Where the horizon moves’: performance by Gustavo Ciríaco which I participated in during Rio Occupation London. I have no idea how the piece will work in a different city and space, but in London what he did was use the street as scenery, mixing up actors and passers-by and surprising the audience, who watched it all from the rooftop of an old factory.

‘Sandwalk with me’ was another one I had the pleasure of participating in during the occupation.  Marcela Levi e Lucia Russo’s work questions our relationship with time and with the act of walking – as we step into the heavy shoes we are forced to slow down, and it is this imposed new rhythm that affects or perceptions of  space, people around us, and our own physical and mental times. “Sandwalking” inside a warehouse was already a trip, I can only imagine what it’s gonna be like in downtown Rio! Unmissable! 

‘CoLABoratório is the festival’s residency program. 6 latin american artists spent 13 days at Centro Popular de Conspiração Gargarullo investigating the “dramaturgy as a differentiating element for creation and for bringing audiences together” – the results of this immersion will be shown Nov 2nd at EAV Parque Lage. Among the advisors is Jorge Lopes Ramos, creator of award-winning Hotel Medea and director of the Gargarullo centre.

Last but not least, the free lectures of the Documents :: Movement Seminar deal with very interesting topics such as the performative aspect of social movements and the relationship between everyday movements and dance, among others.

The festival spreads out over 10 different venues and, for the performances in far-away Cidade das Artes, there are exclusive buses.  

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“A verdade é dura…”

 

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O ídolo Rafucko falando algumas verdades para Pedro Dória, editor executivo do O Globo foi o ponto alto do debate ‘Protestos e redes sociais – a mudança de poder da mídia’ do festival YouPix desse ano. Imperdível para quem tem QUALQUER opinião sobre o assunto.

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Mensagem de Luiz Eduardo Soares ao Governador Sérgio Cabral

“Vamos parar de ser hipócrita, de agir em nome da ordem e da legalidade que acaba sendo simplesmente o teatro farsesco do mesmo, que vai aprofundar esse abismo, vai inviabilizar completamente qualquer diálogo e vai nos levar para um quadro de tensões absolutamente destrutivo, regressivo do ponto de vista democrático. Que saída o Sr vai ter para manter a ordem nos grandes eventos, para impor a ordem na rua? Vai ser o sangue? Serão mortes?”

Luiz Eduardo Soares, como sempre, brilhante

E aí Governador?

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Floating in my mind

Filminho esperto de Hélène Leroux usa balões como metáfora para os relacionamentos que acumulamos ao longo da vida. Poesia animada
Witty short film by Hélène Leroux uses balloons as a metaphor for the relationships we carry through life. Animated poetry

Making of

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Close encounters of the digital kind

Em conversas recentes me peguei constantemente voltando a temas que adoro refletir a respeito – a experiência real x experiência captada / compartilhada, a experiência do tempo em um mundo de avanços tecnológicos cada vez mais rápidos, e a ilusão de comunicação e pertencimento proporcionada pelas redes sociais. Resolvi então juntar em um post três referências recentes boas pra pensar sobre o assunto e, quem sabe até, permearem conversas reais, daquelas cara a cara, sem sinal de alerta ou limite de caracteres ;)

In recent conversations I’ve found myself constantly coming back to some issues I love reflecting upon – real x captured / shared experience, the experience of time in a world of fast-paced technological advances and the illusion of communication and belonging brought on by social networks. I decided to bundle up these three recent references; food for thought which, who knows, might even permeate some real face to face conversations – you know, the ones without message alerts or character limits ;)

Louis CK,genial como sempre, usando humor pra falar sobre a importância de crianças saberem conviver com sentimentos desagradáveis sem a distração constante da tecnologia.

Louis CK, brilliant as always, using humor to address the issue of kids needing to live through unpleasant feelings without being constantly distracted by technology.

Calvino profetizando a era instagram em meados dos anos 50: como a obsessão por capturar a realidade pode levar a uma desconexão da mesma. Não é atual tecnologicamente, mas ainda assim cai como uma luva.

Calvino foreseeing the age of instagram in the mid 50′s: how an obsession for capturing reality may disconnect one reality itself. Not up-to-date technology wise but, still, fits like a glove.

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Pesquisa OEsquema

OEsquema está querendo conhecer melhor os leitores do portal e para isso organizou uma pesquisa – 20 perguntas de múltipla escolha, coisa rápida.

É só clicar o botão abaixo para responder a pesquisa sem sair da página. Obrigada!


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How well do you see color?

1 em cada 225 mulheres e 1 em cada 12 homens possuem algum tipo de deficiência relacionada à visualização das cores. Quer saber onde vc se encaixa? Faz o teste!

1 out of 255 women and 1 out of 12 men have some form of color vision deficiency. Wanna know where you fit in? Take the test!

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O meu resultado ;)
My result ;)

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Guia para exigir o impossível // A users guide to demanding the impossible

Em papo recente sobre novas empreitadas do Projetação, foi descoberto esse tesouro. Leiam e compartilhem.

In recent talks over future actions of Projetação collective, this treasure was discovered. Read it and pass it on.

 

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“A arte não é uma noção, mas uma ação.  Não importa o que a arte é, mas sim o que a arte faz” Gilles Deleuze

Demorou mas aconteceu: o Brasil finalmente entrou para o grupo de países cujos cidadãos insatisfeitos, durante os últimos anos, têm indo às ruas questionar os rumos tomados por seus governantes. Enquanto nossos “líderes” tentam criminalizar e calar os gritos dos que protestam, esse Guia Para Exigir o Impossível do Laboratory of Insurrectionary Imagination (criado durante os protestos estudantis de Londres em 2010) nos lembra, com exemplos espetaculares, da força da desobediência civil pela arte. Que isso sirva de inspiração para todos que querem não só continuar na luta, mas começar a fazê-lo de maneira mais criativa. Abaixo, alguns trechos do texto, só pra lembrar que “nada deve parecer impossível de mudar”

“Artistas ativistas são bons em achar os pontos de acupuntura, as rupturas no sistema que podem ser escancaradas. (…) Tudo aquilo que achamos normal: o final de semana, direitos gays, contraceptivo, mulheres usando calças, o direito de greve, de formar um sindicato, de imprimir um zine independente. Todas essas coisas só foram conquistadas pela desobediência, por pessoas que quebraram as leis que acreditavam ser injustas.(…)Toda mudança social começou com um pequeno grupo de amigos tendo uma idéia aparentemente impossível na época.(…) Quando a polícia e a mídia criminalizam a nossa desobediência, “jamais devemos esquecer”, nos lembra Martin Luther King Jr em carta escrita na prisão, ” de que tudo que Adolf Hitler fez na Alemanha era considerado ‘legal’ e que a maioria das ações feitas pela liberdade, assim como os lutadores de resistência, eram considerados ‘ilegais’”.(…)O capitalismo capturou a beleza e a imaginação, nós precisamos recuperá-las para a vida, não para o lucro”.

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“Art is not a notion but a motion. It’s not important what art is but what it does” Gilles Deleuze

Although fairly late, Brazil did finally join the party of dissatisfied citizens questioning their government’s actions that has been going on around the world for the past couple of years. As our country’s “leaders” try to criminalise protesters and force their mouths shut, this Users Guide to Demanding the Impossible by the Laboratory of Insurrectionary Imagination (created during the 2010 student protests in London) reminds us, with spectacular examples, of the power of civil disobedience in art. Let this be an inspiration to everyone out there to not only keep fighting, but to start doing so in a more creative way. Below are a few quotes, just to remind you that “nothing should seem impossible to change”:

“Art Activists are good at finding the acupuncture points, those cracks in a system that can be wrenched open.(…) Everything we take for granted: the weekend, gay rights, contraception, women wearing trousers, the right to strike, to form a union, to print an independent zine. Every thing was won by disobedience, by people breaking laws that they felt were unjust.(…) Every single shift in society began with a small group of friends having an idea that seemed impossible at the time.(…)When the police and media criminalise our disobedience, “we should never forget”, as Martin Luther King Jr reminded us in a letter from his prison cell, “ that everything Adolf Hitler did in Germany was ‘legal’” and that most of the actions taken by freedom and resistance fighters were deemed “illegal”.(…) Capitalism has captured beauty and the imagination, we need to take it back, reclaim it for life not profit.” 

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To Be or Not To Be

Faz tempo que não começava a assistir a um filme sem expectativa nenhuma e terminava a sessão com aquela sensação deliciosa de ter ganho um presente surpresa e mais um nome na lista de favoritos. Com To Be or Not To Be foi assim. A comédia de Ernst Lubitsch foi lançada em 1942, mas só chegou a mim agora, indicada por alguém que manja muito de cinema como um dos melhores filmes de todos os tempos.

A sacada genial de Lubitsch de usar o humor para alfinetar e expor ao ridículo a ideologia nazista (e de quebra sacanear e, ao mesmo tempo, homenagear lindamente o ator e o teatro) gerou desconforto entre público e crítica que, vivendo em plena guerra a ameaça extremamente real do nazismo, não acharam a menor graça. Já o Quentin Tarantino…

It’s been a while since I started watching a film with no expectations whatosever and ended with that delicious feeling of having received a surprise present and a newly added name to the ‘favourites’ list. It was so with ‘To Be or Not To Be’. Ernst Lubitsch’s comedy was launched in 1942, but only made its way to me now, by recommendation of a film buff who called it one of the greatest movies of all time.

Lubitsch’s genius use of humour to ridicule and expose flawed nazi ideology (while poking fun and beautifully reverencing both actors and theatre) caused major discomfort among critics and audience who, undergoing the very real threat of WWII and nazism, just couldn’t spare a laugh. On the other hand, Quentin Tarantino…

A Criterion Collection acaba de lançar o filme totalmente restaurado em Blu-Ray e cheio de extras bem legais.
The Criterion Collection has just released a restored Blu-Ray version of the film with some pretty cool extras.

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Ebru

Ebru é o nome Turco de uma técnica de pintura milenar utilizada há séculos no mundo Islâmico e partes da Ásia. Também conhecida como “marmorização” devido aos padrões resultantes parecidos com mármore, o processo é muito utilzado em capas de livros e, Independente do valor estético do resultado, fascinante de assistir.

Ebru is the Turkish name given to an ancient painting technique popular in the Islamic world and parts of Asia. The process, known also as paper marbling due to the resemblance of the resulting patterns, is widely used in book covers and, regardless of the aesthetic value of the final result, fascinating to watch.

via Hypeness

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