OEsquema

Laure Provost

Meu primeiro contato com o trabalho de Laure Provoust foi na exposição do Kurt Schwitters, atualmente em cartaz na Tate Britain. Ao final da mostra do artista alemão, os visitantes podem assistir a um filme criado especialmente para a expo, onde Laure apresenta a casa / ateliê de seus avós, que supostamente eram amigos de Schwitters. Fui imediatamente fisgada por aquela voz suave, aquele espaço surreal repleto de bules e xícaras customizados e pedaços de esculturas de Schwitters, os “causos” de família tão simples e absurdos e engraçados. A ambientação ajudou – em volta daquela mesa sentada em uma das cadeiras de seu avô, rodeada por todos os objetos do filme, por alguns minutos esqueci da vida, da galeria, da exposição…eu estava alí com ela, conhecendo em tempo real não só aquele espaço, mas um pouco da sua vida.

My first encounter with Laure Provoust‘s work was in the Kurt Schwitters exhibition, currently showing at Tate Britain. At the end of the german artist’s retrospective, visitors could watch a film comissioned for the show, where Laure guided us around her grandparents house / workshop – they, supposedly, were Schwitters’ friends. I was immediately captivated by her soft voice, that surreal space full of odd shaped tea pots and cups and Schwitter sculptures, those family stories so simple and absurd and funny. The ambience helped – sitting around a table in one of grand dad’s chairs, surrounded by all the objects in the film, for a few minutes I was able to forget about life, the gallery, the exhibition…I was there with her, in real time, getting to know not only that space, but also a bit of her life.

Eis que duas semanas depois, Laure Provost cruza o meu caminho novamente. Ontem ela deu uma palestra (ou algo do tipo) na minha faculdade e a simpatia da primeira impressão só aumentou. Ao ouvi-la falar fica bem claro que o tom confuso de seus filmes não é apenas estilo – é a forma como a sua mente realmente funciona. Laure não fala bem, mas é justamente essa linha de pensamento embaralhada, a dificuldade de se expressar em inglês, a vontade de comunicar tudo que passa pela sua cabeça, que torna as suas narrativas tão únicas.

And so, two weeks later, Laure Provoust and I cross paths again. Yesterday night she gave a lecture (sort of) in my uni and the pleasant first impression was reinforced. Watchin her live, it becomes quite clear that the confused tone of her films is not just style – it’s the way her mind actually works. Laure is not a good speaker, but it it precisely that scrambled stream of thought, combined with the difficulty of expressing herself in english and the will to communicate every thought that goes through her mind that make her narratives so unique.

Clique na imagem para saber do dia em que ela fez um bolo pro seu irmão, mas na verdade era um pão cortado de cabeça pra baixo // Click on the image to hear about the time she made her brother a cake, but it was really just an upside down bread

O forte do seu trabalho é isso – a habilidade natural para contar histórias. Linearidade? Nem pensar… Mas não importa – mesmo apresentando frases cortadas e situações aparentemente desconexas, Laure, com sua fala atrapalhada e bom timing cômico, consegue rapidamente nos transportar para o seu universo. A impressão que tive foi a de estar assistindo trechos do seu subconsciente. O trabalho despretensioso possui uma qualidade ingênua, infantil e parece tão sincero que é quase impossível não se afeiçoar. O cinísmo sutíl e o nonsense de suas narrativas deixam tudo engraçado, assim como a simplicidade de alguns temas, como as referências ao seu (suposto) avô, um artista obcecado por bundas que certa vez se perdeu por semanas dentro de um tunel cavado para chegar à Africa.

The strong point of her work is just that – this natural storytelling ability. Linearity? No way! But it doesn’t matter – even presenting incomplete phrases and apparently disconnected situations, Laure, with her “clumsy” speech and great comic timing, manages to quickly transport us into her universe.  The impression I had was that of watching bits of her subconscious. The unpretentious work has a naive, child-like quality and seems so sincere that makes it impossible not to grow fond of it. The sutil cinicism and nonsense of her narratives make everything sort of funny, as well as the simplicity of some themes, like the constant references to her (aledged) grandfather, an artist obssessed with asses that one time disappeared for weeks inside a tunnel dug in an attempt to reach Africa.

As pinturas do avô. Ele se achava um artista conceitual, mas não era. // Grand dad’s paintings. He called himself a conceptual artist, but he wasn’t really.

O cachorro da família, cujo rabo foi amarrado com fita para procurar o avô dentro do tunnel e na saída, se enrolou todo e perdeu os pelos. // The family dog, whose tail was stuck to tape so he could go down the tunnel and search for grandpa. On the eay out he got tangled in the tape and lost his fur.

Certa vez minha avó caiu na manteiga e meu avô resolveu fazer uma escultura de bronze disso. // Once grandma fell on the butter and grand dad decided to make a bronze scultpture out of it.

Não resisti e, ao final da palestra, fui perguntar o quanto do que ela conta é real. Primeiro ela disse ‘tudo’. Depois riu e disse “meio a meio…mas eu não revelo”. E nem precisa – as histórias, as situações absurdas, os personagens, tudo se torna real a partir do momento que é criado e dividido com o público. Ao final da apresentação Laure perguntou se queríamos fazer perguntas ou ver mais um video. A reação foi quase unânime – mais um! Como crianças pedindo à mãe só mais uma história antes de dormir.

By the end of the lecture, couldn’t resist asking her how much of what she says is real. Firls she said: “all of it”. Then smiled and said: “half and half…but I’m not telling”. Fair enough, no need to – the stories, the absurd situations, the characters, everything becomes real the moment it’s created and shared with the audience. By the end of the presentation, Laure asked if we wanted time for Q&A or if we would like to see another video. The reaction was almost unanimous – one more! Like kids asking mom for one last bedtime story.


A performance hilária sobre vegetais caídos do céu foi apresentada na palestra como video – o enquadramento mostrava só o toráx e as mãos da artista. Funciona melhor.
This hilarious performance about fallen vegetables was presented at the lecture as a video, with her typical framing revealling only her chest and hands. Works better that way.


Trailer de ‘The Wanderer’, filme baseado trabalho do artista Rory Macbeth, que traduziu uma obra de Kafka do alemão para o inglês sem falar a língua e sem ajuda do dicionário.
Trailer for “The Wanderer”, a film based on work by artist Rory Macbeth, who has translated a Kafka novella from German into English without any knowledge of the German language and without a dictionary.

clique na imagem para ouvir // click on the image to hear

O filme ‘Wantee’ pode ser visto na exposição de Kurt Shwitters, na Tate Britain, até 12 de Maio. E de 20 de MArço a 7 de Abril 2 trabalhos da artista vencedora do Max Mara Art Prize for Women estarão expostos na Whitechapel Gallery,

Provoust’s ‘Wantee’ film at the Schwitters exhibition can be seen in Tate Britain until May 12. Also, from March 20 – April 7 the Whitechapel  Gallery will be showing the work she made as winner of the Max Mara Art Prize for Women.

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Save food from the fridge

No projeto ‘Salve a comida da geladeira‘, a coreana Jihyun Ryou questiona a nossa dependência da eletricidade no processo de conservação de alimentos e nos convida a “reavaliar a nossa relação com o que comemos’. Utilizando certos princípios relacionados ao cultivo desses alimentos e a observação de algumas de suas propriedades naturais, ela desenvolveu espaços de armazenamento adaptados às necessidades de cada um.

In her project ‘Save food from the fridge‘ corean designer Jihyun Ryou questions our dependence on electricity in the food conservation process and invites us to “re-evaluate our relationship with what we eat”. By following certain methods related to crop growth and observing their natural properties, she designed storage units adapted to each one’s needs.

Buracos para as maçãs permitem que elas cubram o espaço das batatas. Espaço embaixo atrás de uma porta de madeira mantém as batatas no escuro.

Funil de vidro para adicionar água à areia. Areia para manter vegetais na vertical e controlar a umidade. Madeira tratada com cera como materia prima.

Segundo Ryou o projeto tem dois objetivos: evitar o desperdício, já que muitos alimentos estragam por serem conservados de maneira inadequada, e preservar o sabor dos alimentos, já que muitos sofrem com o frio da geladeira, que afeta suas propriedades. Ela conta que antes da geladeira existir as pessoas desenvolviam tecnicas de conservação baseadas em observação, mantendo uma relação mais “íntima” com o que comiam. Em tempos de debates sobre crise alimentícia, a finitude de fontes de energia e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente, o projeto mostra recorrer a métodos mais simples e antigos não significa um retrocesso.

According to Ryou the project has 2 goals: avoiding waste, since many foods rot because of poor conservation, and preserve flavour, since the cold temperature of the fridge might change food properties. She says that before we had refrigerators people were forced to develop conservation techniques based on observation, thus becoming “closer” to their food. In times of debates over food shortage, finite energy resources and their negative effects over the environment, the project shows that resorting to older and simpler methods is not always a step back.

Bandeja de água para umidificar os legumes. Funil de vidro para repor água evaporada diariamente.

Arroz na parte superior absorve umidade mantendo os temperos secos. Tampas de rolha, jarros de vidro.

Vidro com água para ver se ovos estão frescos. Ovo frescos afundam.

“Ao observar a comida e, consequentemente, mudar a noção de conservação, nós podemos achar a resposta para a atual situação de uso excessivo de energia e desperdício de alimentos. Meu design é uma ferramenta para implementar esse conhecimento de forma tangível e aos poucos provocar mudanças na sociedade. Eu acredito que, uma vez que as pessoas possuem ferramentas que ativam suas mentes e demandam esforço mental para serem utilizadas, novas tradições e novos rituais podem ser introduzidos na nossa cultura” – Jihyun Ryou

“Observing the food and therefore changing the notion of food preservation, we could find the answer to current situations such as the overuse of energy and food wastage. My design is a tool to implement that knowledge in a tangible way and slowly it changes the bigger picture of society. I believe that once people are given a tool that triggers their minds and requires a mental effort to use it, new traditions and new rituals can be introduced into our culture.” - Jihyun Ryou

Em sua palestra no TED a designer fala mais sobre o projeto, que conta ainda com um blog onde usuários compartilham conhecimentos sobre alimentos.
In her TED Talk the designer comments on the project, which also features a blog encouraging uses to share food knowledge.

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LEGO 55! Imagine…

Parabéns Lego, pelos 55 anos! Para comemorar, a agência canadense Brad desenvolveu uma campanha para promover a idéia de que Lego pode se tornar qualquer coisa que a imaginação permitir. As peças da campanha mostram os tijolinhos coloridos fazendo referência a filmes, histórias infantis, músicas e outros elementos da cultura pop. As charadas não vêm com respostas, apenas uma dica ao lado do logo.

Happy 55th Lego! To celebrate, canadian agency Brad launched a campaign promoting Lego’s ability to become anything we imagine it to be. The posters show the colored bricks referincing movies, children’s stories, songs and other pop culture elements. The riddles don’t come with answers, only a little hint by the logo.

Imagine um filme

Imagine uma história infantil

Imagine um livro

Imagine uma música

Imagine uma história infantil

Imagine uma banda

Imagine um filme

Imagine uma música

Pra ver as respostas é só parar o mouse em cima da imagem ;) Muito mais aqui!

To see the answer just place the mouse over image ;) Many more here!

 

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Brett Freund

O americano Brett Freund é  autor das peças de cerâmica mais diferentes e bonitas que eu vejo em muito tempo! Seus brutos aglomerados de estruturas cristalinas carregam, literalmente, traços de esboços e ficam em algum lugar entre a funcionalidade e pura decoração.

American artist Brett Freund is responsible for some of the most different and beautiful pieces of ceramic I’ve seen in years! His rough crystal-like clusters carry, literally, traces of sketches and are somewhere in between functional and purely decorative.

 

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Cirrus

Bonobo esquentando os motores para o lançamento do disco novo em grande estilo! O clipe fodastico é do Cyriak e foi todo feito com imagens de arquivo de campanhas de informação pública dos anos 60.

Bonobo sets the stage for the launch of his new album in grand style! The amazing video was made by Cyriak using footage from public information films of the 60′s.

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Dance Monkeys, Dance

 

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Manufactured Landscapes

Não sei como demorei tanto pra ver esse filme! Passado quase todo na China, Manufactured Landscapes mostra o impacto ambiental e social da escala monstruosa da nossa produção industrial (o take de abertura já da uma idéia da dimensão da coisa). O fio condutor é o trabalho do fotógrafo canadense Edward Burtynsky, famoso pelas suas belas e trágicas imagens de paisagens afetadas por atividades industriais como mineração e reciclagem de lixo eletrônico.

I don’t know why it tooke me so long to watch this! Shot mostly in China, Manufactured Landscapes shows the environmental and social impact of our massive industrial production (the opening shot already gives a dimension of the whole thing).What ties it all together is the work of Canadian photographer Edward Burtynsky, famous for his beautiful and tragic images of landscapes affected by industrial activities such as mining and e-waste recycling.

Sem o tom alarmista normalmente associado a esse tema, o doc apenas mostra o tamanho do problema – o resto é por nossa conta. O filme é de 2006. Pros que chegaram atrasados como eu, assistam, de preferência em uma tv grandona ou projetor – vale a pena!

Without the usual alarmist tone, this doc just shows the size of the problem – the rest is up to us. The movie is from 2006 – for those latecomers like me, watch it, preferably in a big tv screen or projector – it’s worth it!

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William Kentridge – ‘Fortuna’ @ IMS

Uma das melhores surpresas nas férias cariocas foi a mostra do Sul Africano William Kentridge, no IMS (para ilustradores e animadores é programa obrigatório!). Acredito que por ser pouco conhecido por aqui, a idéia, segundo a curadora Lilian Tone, era uma mostra que expusesse o processo do artista ao invés de um tema em particular – deu certo. ‘Fortuna’ combina obras nos mais diversos meios, dando uma dimensão da inquietação criativa de Kentridge. “Para ele, “fortuna” é uma espécie de acaso dirigido, descoberta ou sorte comum a toda busca incessante e apaixonada, algo distante do controle racional e da estatística fria.”

One of the best surprises in my Rio holidays was the William Kentridge exhibition at Instituto Moreira Salles (a must see for illustrators and animators!). According to curator Lilian Tone, the exhibition is meant to bring forth his whole process, and it definitely does – ‘Fortune’ combines works in the most diverse media, allowing viewers to grasp the dimension of Kentridge’s creative unrest.. “For him, ‘fortune’ is a sort of directed chance, discovery or luck common to every incessant and passionate search, something beyond rational control and cold statistic.”

O visual de algumas obras lembra as nossas gravuras de cordel // Some works resemble brazilian folk art known as ‘cordel’

Apesar de distintas nos materiais e formas de apresentação, suas obras possuem elementos comuns como o traço “sujo”, rápido, as sobreposições de texturas (principalmente folhas de livros) e a forte carga política com constantes referências à guerra e ao colonialismo. Além de deixar tudo visualmente coeso (e transformar-se em marca registrada do artista), essa estética da ao trabalho simplicidade e dinamismo. A impressão é de que, para escoar a constante enxurrada de idéias, ele se faça valer (com maestria, claro) do primeiro material encontrado pela frente – talvez por isso a predileção por trabalhos com movimento que reforçam ainda mais essa urgência.

“Cada uma destas diferentes transformações está testando quais seriam os possíveis significados da imagem”

Despite the distinct materials and presentation styles, his pieces have common elements like the “dirty”, quick trace, texture layers (especially book pages) and strong political subjects like war and colonialism. Besides giving the whole thing a cohesive visual identity (and a sort of trademark of his), this style makes the work feel very simple and dynamic. It’s as if he needs to let the constant flood of ideas flow by (masterfully) making use of whatever material he can find first – maybe that’s the reason behind the fondness for moving image, which reinforces this urgence.

“Each of the different transformations are testing what the possible meanings of the image could be”

A exposição, que fica em cartaz até o dia 17 de Fevereiro reúne trabalhos criados entre 1989 e 2012 (entre eles 27 filmes) e ocupa ambos os prédios do centro cultural – ou seja, vá com tempo. Aliás, parabéns aos responsáveis pela sala com os projetores no chão – excelente disposição das projeções deixa os espectadores imersos nas obras e o tamanho causa uma sensação de voyeurismo, como se a sala fosse uma extensão do estúdio do artista e aquelas ações estivesse acontecendo alí, em tempo real. Agora a dica final: se precisar de um break ou um lanche pós programa, a broa de milho do café local é, sem exagero, a melhor que já comi ;)

The exhibition is on until February 17th. It showcases works made between 1989 and 2012 (including 27 films) and is spread over both buildings so make sure you have plenty of time to see it all. By the way, congratulations to those responsible for the room with the projectors on the floor – the excellent display of the projections allows viewers to immerse themselves in the images while the scale gives a voyeuristic feel, like the room is an extension of the artist’s studio and the actions are happening right there, in real time. Now a final tip: if you need a break in between or a snack after the show, the corn bread in the local café is, without a doubt, the best one I ever had ;)


De como não fui Ministro d’Estado’: um dos trabalhos criados especialmente para a mostra carioca, primeira do artista da América Latina
‘On how I wasn’t Minister of State’: One of the pieces created especially for the Rio show, his first in Latin America.

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Inside insides

Frutas e legumes na máquina de ressonância magnética pra gente viajar nas formas e padrões matemáticos da natureza. Algumas me lembraram os fogos de ontem à noite… FELIZ ANO NOVO!

Fruits and vegetables in an MRI machine for yout to trip over nature’s mathmatical forms and patterns. Some reminded me of last night’s fireworks… HAPPY NEW YEAR!


Milho / Corn


Melancia / Watermelon


Alcachofra / Artichoke


Tomate / Tomato


Laranja / Orange


Brócolis / Broccoli


Cogumelo / Mushroom


Alho / Garlic


Abacaxi / Pineapple


Banana


Pepino / Cucumber


Durião / Durian

Projeto do Andy Ellison da Faculdade de Medicina da Boston University Aqui tem mais.
A project by Andy Ellison, MRI technologist at Boston University Medical School. More here.

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Retrospectiva OEsquema – Damien Hirst @ Tate

A retrospectiva gigante do artista na Tate Modern, em Londres, atraiu quase 500 mil visitantes, tornando-se a mais popular da história da instituição. Esse eu não destaco não por ter gostado, mas por ter ficado chocada com a atenção que esse cara ainda atrai. Em pleno século XXI, onde as questões ambientais são possivelmente o assunto mais discutido e controverso, um artista que exibe animais ameaçados de extinção como arte não pode ter o meu respeito. A frivolidade de fixar mais de 2 mil borboletas (muitas possívelmente vindas do Brasil, como aquela linda azul que anda cada vez mais sumida do Jardim Botânico) em uma tela na minha opinião é a mesma de um casaco de pele de foca.

Hirst’s giant Tate Modern retrospective attracted nearly 500 thousand people becoming the gallery’s most popular show by a solo artist. This one I point out not because I liked it, but because I was shocked with the attention this guy still gets. We’re in the 21st century, environmental issues are booming and being widely discussed, and along comes an artist who shows endangered animals as art. Sorry, but I can’t respect that. The frivolity of fixating over 2,000 butterflies (many of them possibly from Brazil, like the big blue ones which are getting harder and harder to spot in Rio) to a canvas is the same as wearing a seal fur coat in my opinion.

Descobri que sua “obra” mais famosa, ‘The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living’ – o tubarão em formol que conquistou o coração (e o talão de cheques) de Charles Saatchi – teve que ser refeita em 2006 pois o bicho estava apodrecendo. A solução? Pescar um outro tubarão, claro. Afinal, animais estão aí pra isso não é mesmo?

I found out his most famous piece, ‘The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living’ – the formaldehyde fixated shark that won Carles Saatchi’s heart (and his checkbook) – had to be redone in 2006 since the original animal was rotting. The solution? Fish another shark, of course. After all, that’s what they’re there for, right?

Damien Hirst já foi relevante, não é mais – e parece que não sou só eu que acho. A maior galeria do mundo ceder TODAS as suas filiais pra pinturas ridiculas de bolinhas que o cara nem bota mais a mão é muito over pra mim… Ele não cria nada novo há anos, da voltas e voltas em cima do mesmo tema enquanto vive da renda dos seus trabalhos superfaturados da época de YBA. Fora que a estrutura necessária para construir suas “esculturas” de formol parece estar incomodando não só os defensores de animais, mas seus vizinhos também.

Enfim, há artistas muito mais criativos, engajados e merecedores de destaque – Damien Hirst é tããão 90′s (bocejo…).

Damien Hirst was relevant, he’s not anymore – and it looks like I’m not the only one who thinks that. The world’s biggest gallery using ALL of their venues to show ridiculous dot paintings that the guy doesn’t even touch any more is a little too much for me… He hasn’t done anything new in ages, living off the money from his overpriced works from the YBA era. Not to mention the structure necessary to keep replicating these formaldehyde “sculptures”, which seems to be bugging not only animal rights activists, but neighbours as well.

Anyway, my point is there are other artists, much more creative, aware and worthy of praise than him. Damien Hirst is sooo 90′s (yawn…).

 

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