OEsquema

Retrospectiva OEsquema 2012 – Meu Rio


Apesar de não ter sido criado em 2012, o Meu Rio se destacou esse ano pela sua atuação nas eleições, criando vários dispositivos para conscientizar os eleitores e maneiras de cobrar ações diretas dos políticos. Agora fecham o ano com um novo projeto e uma mega campanha para evitar a demolição da Escola Municipal Friedenreichessa há tempos já saiu da internet e ganhou vida própria com manifestantes indo para as ruas, comparecendo às sessões na câmara de vereadores para fazer pressão, um mural no local com espaço para frequentadores (alunos, pais, professores) escreverem motivos para não quererem sair dalí e até um sistêma de vigilância monitorado pelos cidadãos, onde qualquer sinal de obra ou demolição desencadearia imediatamente uma ocupação civíl no local. A ação conseguiu o resultado máximo do ativismo online: ser um ponto de partida para aproximar e organizar as pessoas e fazendo com que, eventualmente, as ações se desdobrem na “vida real”, com cidadãos se manifestando e cobrando resultados de seus governantes, participando ativamente do processo político.

A criação da página ‘Panela de Pressão’  foi outro marco, pois deu voz aos cidadãos permitindo denúncias de problemas em qualquer área da cidade e uma pressão coletiva direta em cima dos responsáveis em busca de soluções. O site é um belo exemplo de como o ativismo online pode sim dar certo, e também uma luz no fim do túnel da passividade Brasileira. Até eu entrei na roda ;)

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Retrospectiva OEsquema 2012 – Legalize já!

A maconha esteve em alta esse ano. 2012 começou com os minístros do STF prometendo discussão sobre a descriminalização e está terminando com a promessa da LEAP Brasil de atuação mais ampla em 2012.

Nesse meio tempo teve Colorado e Washington liberando o uso recreativo da erva, Massachusets se tornando o 18° estado americano a liberar o uso medicinal, Uruguai caminhando para tornar-se o primeiro país a legalizar a droga, o conturbado nascimento da SemSemente, primeira revista dedicada à cultura canábica no Brasil (A gráfica Stilgraf desistiu de imprimir a revista faltando apenas 2 dias para o lançamento, alegando que poderia sofrer punições por falar sobre o assunto), Fernando de La Roque expondo sua ‘blow art’ no Rio…até a tão esperada reunião do Planet Hemp rolou!! A VEJA também entrou na onda, mas remando contra a maré, claro…

Aqui no portal o assunto ganhou destaque com a Rede Pense Livre, que entrou prOESquema em forma de blog. Iindependente e apartidária, a rede é formada por profissionais de diversas áreas interessados em promover um debate amplo e qualificado sobre uma política de drogas mais eficiente.

Agora é torcer para que o progresso permaneça em 2013 e o Brasil se encaminhe para uma postura cada vez mais sensata em relação à maconha e todas as outras drogas. Isso se o nosso querido Congresso não cagar tudo…

20/04/2012 – No Dia Mundial da Maconha, protesto em Copacabana pela descriminalização da droga

 

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Retrospectiva OEsquema 2012 – Rio Occupation London

O Rio Occupation London foi uma celebração do que há de melhor não só na cena artística do Rio, mas nos cariocas (nativos ou não). Um encontro de 30 “novos” talentos de diversas áreas que não só tiveram a oportunidade de se conhecer mas também de criarem juntos. O resultado foram trabalhos colaborativos, sensíveis, muitos tratando da questão do real na arte e da tênue linha que separa um e outro, talvez por conta da própria experência – pessoas altamente criativas juntas, em uma cidade estranha, ligadas pelo fato de serem do mesmo lugar mas completamente diferentes em suas vivências e estilos de trabalho. O evento tinha como QG o Battersea Arts Centre, onde os artistas estavam hospedados e onde toda quarta rolava o Brazilian Kitchen, uma jam session aberta ao público onde os músicos Domenico Lancellotti e Pedro Miranda faziam também o papel de cozinheiros – não sei se os gringos estavam lá pela música ou pela feijoada.

Mas o grupo não ficava restrito ao local e cada projeto foi desenvolvido em um espaço diferente da cidade – Breno Pineschi e suas bananas coloridas ocuparam Londres inteira, incluíndo o ilustre V&A Museum, ao lado de Robson Rozza e Eric Fully com suas deslumbrantes fantasias de papel. O museu eventualmente foi palco de uma noite inteira dedicada ao Occupation, com vários artistas do projeto apresentando trabalhos em diversas salas do local. Laura Lima montou seu cenário dentro de um apartamento vazio e de lá ia gravando cenas que eram transmitidas em tempo real em uma sala de cinema ao lado – nem teatro nem cinema, something in between. O espaço cultural RichMix, em Shoreditch, também foi palco de uma noite do Occupation que contou com uma performance visceral de Bernardo Stumpf e terminou com todo mundo dançando até o chão ao som de João Brasil.

Muitos também foram pra rua – Pedro Rivera passou com seu Camelondon por diversos pontos turísticos da cidade, incentivando as pessoas a trocarem objetos pessoais por um pendrive com obras dos artistas do projeto e Gustavo Ciríaco utilizou os arredores do V22, local onde foi montada a exposição final do Occupation, como cenário para sua performance que combinava atores e transeuntes, confundido os espectadores que assistiam tudo do telhado. Tudo era captado pelas lentes de Paulo Camacho que ao final de cada dia transformava as imagens em uma espécie de diário de bordo visual. Outro lugar a ser ocupado foi a Somerset House – que abrigava uma outra expo de artistas plásticos brasileiros, a Casa Brasil. Pela sala de cinema do local passaram os filmes dos ‘Occupantes’ Christiane Jatahy, Anna Azevendo e Andrea Capella, entre outros.

A riqueza do choque cultural, a vontade de digerir o novo, a simbiose daquele ambiente repleto de carinho e idéias geraram um resultado único, que culminou em uma belíssima exposição em uma antiga fábrica de biscoitos em Bermondsey. Durante 3 noites brasileiros e gringos deliciaram-se na piscina de bolas de isopor de Camacho, foram impactados pelas poderosas “geringôncas gramofônicas” de Ricardo Siri, se emocionaram com a delicadeza dos filmes de Felipe Rocha e Eduardo Nunes, admiraram a fusão corpo/espaço de Dina Salem Levy, sentiram o peso do tempo das sandálias de Marcela Levi e foram alertados pela distopia olímpica de Bruno Vianna. E como não podia deixar de ser, tudo terminou em samba. Foi lindo.

Posso estar sendo altamente subjetiva, mas não tem como não ser. Ter um pedaço tão rico do Rio, da minha cidade, invadindo Londres, foi único, inspirador, emocionante. O resultado oficial será um catálogo do projeto previsto para o ano que vem, mas colaborações surgidas em Londres como o Taksi de Domênico e João Brasil, o Cinema Shadow/Segundo de Laura Lima e ‘Day by Night’ de Emanuel Aragão já estão dando as caras por aqui.



Rio Occupation London was not only a celebration of Rio’s artistic scene, but of the ‘carioca’ essence. 30 ‘new’ artists from Rio had the opportunity to meet, live and create together for 30 days. Probably due to the experience itself – highly creative people in a strange place, linked by their Rio dwelling but completely diferent in their experiences of life and work – most of the resulting works deatl with the question of reality in art and the thin line that separates one from the other. The group’s HQ was the Battersea Arts Centre, where every Wednesday they held an open jam session and feijoada, cooked by musicians Domenico Lancellotti and Pedro Miranda.


But the project also reached other London venues – Breno Pineschi and his coloured bananas took over the city and the prestigious V&A Museum, alongside Robson Rozza and Eric Fully with their beautiful paper costumes. The museum eventually held a late night in honour of the Occupation. In an empty apartment,Laura Lima set up her scenes and screened them real-time in a cinema below – neither theatre nor cinema, something in between. Shoreditch’s RichMix also hosted an Occupation night featuring a visceral performance by Bernardo Stumpf and João Brasil’s booty shaking tunes.

Others took to the streets – Pedro Rivera’s Camelondon passed through several tourist hotspots encouraging people to exchange personal items for usb keys filled with works by the ‘Occupiers’, while Gustavo Ciríaco treated the surroundings of V22, where the final Occupation exhibition was held, as a scenery for his performance combining actors and passerbys and puzzling viewers who watched everything from the roof. All the action was captured by Paulo Camacho, who at the end of each day turned the images into a sort of visual diary. Another host space was Somerset House. The venue’s projection room screened films by Christiane Jatahy, Anna Azevendo and Andrea Capella, among others.

The cultural shock, the will to digest all that is new, that symbiotic environment filled with tenderness and ideas let to a unique result, which culminated in a beatiful exhibition at The Biscuit Factory, Bermondsay. For 3 nights brazilians and ‘gringos’ delighted themselves in Camacho’s styrofoam pool, were impacted by Ricardo Siri‘s powerful  “gramophonic contraptions” , were moved by the delicate films of Felipe Rocha and Eduardo Nunes, admired Dina Salem Levy‘s body/space fusion, felt the weight of time through Marcela Levi‘s sand walk and were alerted by Bruno Vianna’s olympic dystopia. As expected, everything ended in samba – and it was great!

Maybe I;m being extremely subjective, but there’s no other way. Having such a rich piece of my city, Rio, invading London was unique, inspiring, moving. The official outcome will be a catalogue of the project (due next year), but some collaborations born in London, like Domênico and João’s Taksi , Laura’s Cinema Shadow/Segundo and Emanuel Aragão‘s ‘Day by Night’ can already be enjoyed by brazilian audiences.

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A message to you…from Red Stripe

Em uma criativa jogada de marketing a cerveja jamaicana Red Stripe trouxe um pouco do calor e alegria da ilha para dentro de uma loja de conveniência londrina. Assim que um cliente abria a geladeira para pegar a sua cerva, objetos da loja ganhavam vida e se mexiam ao som de ‘A Message to You Rudy’ (mais conhecida pelo cover dos Specials).

Jamaican beer Red Stripe, in a creative marketing display, brought a bit of tropical warmth and joy to a Dalston off license. As soon as a client opened the fridge to grab one, the whole store came to life with objects moving to the sound of ‘A Message to You, Rudy’ (made world famous by The Specials)

E aqui um pouco do processo…
And here a bit of the process…

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Festival Climax

Aproveitando o embalo da CoP-18 em Doha, Catar (ironicamente, maior emissor per capita de gases de efeito estufa) a 350.org Brasil e Change Mob realizam o “Festival Clímax – Vamos direto ao ponto?” para aproximar as pessoas da temática do aquecimento global mostrando que as mudanças climáticas já fazem parte do nosso cotidiano.

O evento acontecerá na Câmara Municipal de São Paulo, na Matilha Cultural e na Viração, entre os dias 5 e 9 de dezembro, com exibição de filmes, realização de oficinas e rodas de conversas sobre temas relacionados ao aquecimento global e nossas vidas.

“É muito importante chamar atenção para a realidade das mudanças climáticas enquanto representantes de governos do mundo inteiro estão reunidos no Qatar. As pessoas estão ligando os pontos e percebendo que a mudança do clima já está afetando suas rotinas, seja pelo desconforto e impactos na saúde com dias com recorde de temperaturas altas em determinada região, seja perdendo suas casas por causa de uma tempestade atípica, cada vez mais frequente. Precisamos agir local e rapidamente, pois os negociadores parecem ignorar a urgência e a dimensão do problema que estamos enfrentando” – Paula Collet, coordenadora da 350.org Brasil.

O Clímax tem dois objetivos principais: aproximar mais pessoas da temática e unir as diversas organizações que trabalham com o tema para criarem soluções conjuntas. É importante compreender os impactos do clima na produção de alimentos, na mobilidade, no dia-a-dia das mulheres e a importância das mudanças climáticas como um tema prioritário na governança local das cidades do nosso país.

“O Festival também será uma celebração do trabalho de uma série de organizações da sociedade civil que têm realizado ações em prol da mitigação e adaptação climática na cidade de São Paulo”, afirma João Scarpelini, fundador da Change Mob.

05/12 (Quarta-feira) Tema do dia: Soluções Locais

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
11:30 – 14:00 – Oficina de Fogão Solar com Greenpeace

Local: Câmara Municipal (Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista)
19:00 – 22:00 – Roda de conversa sobre soluções locais
Convidados:
Aline Cavalcante – Bike Anjo
Ariel Kogan – Rede Nossa São Paulo
Gabriela Alem – Ativista
Gilberto Natalini – vereador
Luiz de Campos Jr – projeto Rios e Ruas
Ricardo Young – vereador eleito

06/12 (Quinta-feira) Tema do dia: Alimentação e Consumo

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
14:30 – 17:00 – Oficina de Estêncil com Komuniki

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 – Exibição do Filme: Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
20:20 – Roda de conversa sobre alimentação e consumo
Convidados:
Ana Zilda Coutinho – agricultora
Guilherme Carvalho – Sociedade Vegetariana Brasileira
Nicole Figueiredo de Oliveira – Humane Society Internacional
Nina Best – Vitae Civilis

07/12 (Sexta-feira) Tema do dia: Gênero e Mudanças Climáticas

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
15:00 – 17:00 – Oficina para criação de Blog com Escola de Notícias

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 – CURTAS – Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
19:30 – Roda de conversa sobre gênero e mudanças climáticas
Convidados:
Bárbara Lopes – Blogueiras Feministas
Barbara Gonçalves – Vitae Civilis
Gabriela Veiga – artivista
João Felipe Scarpelini – 350.org e Change Mob
Sulália de Souza – Reciclaangela

8/12 (Sábado) Tema do dia: Ativismo

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
18:00 a 18:30 – CURTAS – Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
18:30 a 19:40 – Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
20:00 a 21:30 – Vai lá é faz / Just do It

9/12 (Domingo)
Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 a 21:00 – Just Do It + Curtas: Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença

FILME:
Vai lá e Faz / Just do It

Durante um ano repleto de acontecimentos, foi permitido a Emily James o acesso sem precedentes para filmar o mundo secreto do ativismo ambiental de ação direta. Dois anos mais tarde, Just Do It – um conto de modernos bandidos chega às grandes telas do mundo.
Emily James passou mais de um ano participando em grupos de ativistas, como o Climate Camp e Plane Stupid para documentar suas atividades clandestinas, em condições adversas, capturou mais de 300 horas de filmagem. Essa filmagem foi carinhosamente criada, moldada, por Emily e pelo editor James por mais de um ano para chegarem no resultado que pode ser visto agora no cinema.
O filme é uma história de pessoas que lutam pelo que acreditam e que se fazem serem ouvidas. Era uma história que precisava ser contada sem as limitações criativas de modelos tradicionais de produção ou o controle editorial de grandes investidores. E foi assim que Just Do It – um projeto totalmente independente – nasceu.

FILME:
Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth

Documentário feito pelo “Partido dos Animais” da Holanda. É a resposta ao “An Inconvenient Truth” do Al Gore, que trata de algumas das causas do aquecimento global, poluição e males afins, mas deixa a questão da pecuária de lado (por motivos políticos). A pecuária é a maior responsável por essa devastação. O mais interessante neste vídeo, é que ele nos alerta para o fato de que 18% das emissões de gases no mundo são causados pela pecuária, enquanto 13%, são causadas pelos transportes! Carros, tratores e aviões causam menos efeito que a pecuária, e muita gente não acredita, ou nem sabe disto, ou não imagina que o impacto seja tanto.

SESSÃO CURTA METRAGENS

Weathering Change

O filme nos leva a Etiópia, Nepal e Peru para ouvir as histórias de quatro mulheres, que lutam para cuidar de suas famílias, enquanto enfrentam perdas de colheitas e escassez de água. Como a população mundial atinge 7 bilhões em 2011, o filme mostra como as mulheres e as famílias já estão adaptando aos desafios ambientais que ameaçam a sua saúde e os seus meios de subsistência.

Weathering Change documenta como o planeamento familiar, a educação das meninas, agricultura sustentável e conservação ambiental são parte da solução. O filme chama para a expansão ao acesso à contracepção e capacitação das mulheres para ajudar as famílias e as comunidades se adaptar aos efeitos da mudança climática.

5 Mulheres que fazem a diferença

O vídeo 5 Mulheres que fazem a diferença aborda a questão da percepção das mudanças climáticas em ambientes urbanos. Além disso, mostra a experiência de 5 mulheres que buscam no seu estilo de ser/estar/viver uma alternativa ao modelão predador da natureza ou desconectado da relação de dependência com o Planeta.

Mais informações e programação atualizada aqui

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Tim Noble & Sue Webster

Nihilistic / Optimistic traz a dupla Tim Noble e Sue Webster fazendo o que sabem melhor – retratos de sombras a partir de uma junção aparentemente caótica de materiais descartados.

Nihilistic / Optimistic shows british duo Tim Noble e Sue Webster doing what they do best – shadow portraits from apparently caotic groupings of discarded materials.

Um olhar mais próximo revela o minucioso e trabalhoso processo de composição e, apesar das estrelas serem as sombras figurativas, é impossivel ficar indiferente às dinâmicas (e, na minha opinião, lindas) esculturas que as produzem.

A closer look reveals the well thought and laborious composition process and, despite the stars of the shows being the figurative shadows, it’s impossible to be indiferent to the dynamic (and, in my opinion, beautiful) sculptures from which they emerge.

No catálogo da expo a dupla fala mais sobre seu processo de criação e como encontram os materiais e inspiração para as suas ‘Street Compositions’ pelas lixeiras de Shoreditch. Nihilistic / Optimistic está em cartaz na galeria Blain Southern em Londres, até o dia 24/11.

The exibition catalogue  has the artists talking about their creative process and how they find materials and inspiration for their ‘Street Compositions’ in Shoreditch bins. Nihilistic / Optimistic is showing at Blain Southern gallery, London, until Nov 24.

 

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Dumb Ways to Die

Serviço de utilidade pública Australiano no melhor estilo Happy Tree Friends
Australian PSA, Happy Tree Friends style

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Stifter’s Dinge

Sabe aquelas coisas que, por mais que você descreva nos mínimos detalhes, nunca vai conseguir explicar? Aquelas cuja beleza, delicadeza, grandiosidade e sensibilidade precisam ser sentidas, pois nunca vão caber nas palavras? Stifter’s Dinge (As coisas de Stifter) é dessas…

You know those things that, no matter how detailed you describe them, you’ll never be able to explain? Those whose beauty, delicateness, grandioseness and sensibility need to be felt, for they’ll never fit into words? Stifter’s Dinge (‘Stifter’s things’) is one of those…

Descrita como uma “instalação performática”, a criação do austríaco Heiner Goebbels consiste em 5 pianos de cauda tocados por engenhocas mecânicas e adornados com galhos secos, todos montados em uma estrutura móvel que a certa altura se torna uma verdadeira criatura sonora, se aproximando da platéia como se fosse nos engolir.

Described as a “performative installation”, the creation of austrian artist Heiner Goebbels consists of 5 grand pianos played by mechanical gadgets and decorated with dried branches, all mounted on a mobile structure which at some point becomes a real sound creature, sliding towards the audience as if it were gonna swallow us whole.

A performance toda gira em torno desses pianos animados que ora são o foco também dos olhos, ora servem de trilha para outros elementos do cenário – três piscinas que recebem imagens, chuva e borbulham num grand finale hipnótico, projeções de pinturas, um balé de telas suspensas e água refletida, etc. Os sons dos pianos também interagem com as vozes de Malcolm X, William Burroughs, Claude Levi-Strauss e o próprio Goebbels lendo uma passagem do livro ‘O portfolio do meu bisavô’ (1864) do escritor, poeta e pintor Adalbert Stifter, que acabou dando nome à obra por suas descrições precisas e poéticas da paísagem austríaca.

The performance revolves around the animated pianos which at times are the focus of our eyes and at others provide the soundtrack for other elements in the scenery – three pools which receive rain, projections and bubble up in a hypnotising grand finale, painting projections, a ballet of suspended screens and reflected water, etc. The sounds of the pianos also interact with the voices od Malcolm X, William Burroughs, Claude Levi-Strauss and Goebbels himself, reading an exerpt from’My great grandfather’s portfolio’ (1864), a book by writer, poet and painter Adalbert Stifter, whose precise and poetic descriptions of the austrian landscape inspired the piece’s name.

Após uma performance de 75 minutos o público embasbacado pode rodear o monstro dormente e ver de perto não só a sua beleza mas também a maneira impecável como ao invés de escondida, é organizada eficiente e discretamente toda a estrutura necessária pra fazer essa geringonça funcionar (uma lâmpada e uma grade de ferro, por exêmplo, tornam parte do cenário cada um dos tanques de água das piscinas).

After a 75 minute performance, the dumbfounded audience can circle the sleeping monster and take a closer look not only at it’s beauty, but also the impecable manner with which the structure necessary to pull this off is not hidden, but efficiently and discretely organised.

Criada em 2008 em parceria com o Artangel, Stifter’s Dinge fará hoje a sua última apresentação no Ambika P3 (quando eu digo que nesse lugar só tem coisa foda…)

Created in 2008 for an Artangel comission, Stifter’s Dinge makes it’s final presentation in London tonight, at Ambika P3 (when I say this place only hosts great events…)

mais sobre a obra aqui
more on this piece here

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Queremos! Dirty Projectors

Já que ainda não consegui ir em nenhum show organizado pelo Queremos, essa foi a forma que encontrei de contribuir…
Since to this day I haven’t  been able to make it to a single concert organised by We Demand, this is the way I mananaged to make a contribution..

Aos que estão no Rio: não percam esse show – é lindo demais!
To those in Rio, don’t miss this gig, it’s beautiful!

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CHEGA DE DESPERDÍCIO!

14/11/2012 – Atualização: A campanha deu resultado e o Zona Sul se comprometeu a tirar de circulação as tais embalagens!!

Segue a resposta:

Sra. Rafaela, boa tarde!

Agradecemos os comentários, que nos chamaram a atenção para fatos ocorridos em uma das nossas unidades, que realmente contradizem a nossa posição em relação a sustentabilidade e a proteção ao meio ambiente.

O artigo, que retrata a pratica de acondicionarmos tomates e cebolas fatiados, utilizando para acondiciona-los bandejas de isopor e filmes plásticos, reflete uma falha, já corrigida.

Infelizmente, no entanto, as providencias que nos foram possíveis tomar nessa circunstancia, refletem apenas uma pequena parcela do esforço que temos feito ao longo dos últimos anos para a adoção de praticas sustentáveis por todas as áreas da nossa empresa, as quais no entanto, como é sabido por todos, enfrentam enormes limitações para que sejam expandidas.

O Zona Sul, já ha mais de 3 anos, vem implantando em suas ações operacionais um conjunto de procedimentos em relação a preservação ambiental, inicialmente restritas aos seus processos internos e mais recentemente buscando a participação da sociedade, personificada por nossos clientes, sendo os principais exemplos dessas iniciativas:

-         O recolhimento dos resíduos orgânicos por meios próprios, através de empresas especializadas e em cooperação com os órgãos públicos através da Comlurb.

-         A transformação de cerca de 70% desses resíduos em composto orgânico.

-         O correto recolhimento e destinação a reciclagem das caixas de papelão, lâmpadas fluorescentes, baterias de celulares, plásticos e outros materiais passiveis de sofrerem esse tipo de processo.

-         A redução do uso de sacolas plásticas para embalagem das compras através da orientação a todos os Colaboradores no sentido da racionalização do seu uso.

-         A distribuição, empréstimo e venda de sacolas reutilizáveis, aos nossos clientes, em todas as nossas unidades.

-         A promoção de campanhas educacionais junto ao publico infantil que realizamos durante mais de 20 anos com os nossos Concursos de Desenho sempre baseados em temas educacionais, cívicos e de respeito ao meio ambiente e a natureza.

-         Mais recentemente, a continuidade desses esforços, com as nossas campanhas de “Dedoches”, também voltados ao publico infantil, e tambiú com enfoque em temas que abordam a responsabilidade sócio-ambiental.

Graças a isso, temos conseguido reduzir significativamente o envio de resíduos aos aterros sanitários públicos, e procurado contribuir também, para uma maior conscientização de todos em relação a questões tão relevantes.

Reconhecemos, no entanto, que o que já estamos fazendo ainda é muito pouco, diante do enorme desafio que representam, a busca de reequilibrarmos a relação de respeito dos seres humanos e das empresas em sua convivência com o nosso planeta e a tentativa de garantirmos um futuro melhor as gerações que nos sucederão.

É necessário continuar por exemplo, a busca de solução definitiva para o uso do plástico e de materiais semelhantes e passiveis de levar contaminação e degradação ao meio ambiente, como o isopor, para cujas substituições ainda não foi encontrada qualquer solução.

Há mais de 10 anos iniciamos pesquisas nesse sentido, no entanto, tudo o que até agora surgiu em termos de oxi-biodegradabilidade, biodegradabilidade e soluções com o uso da mandioca, do milho ou da cana de açúcar, continua a existir apenas no campo das pesquisas, sem que se tenha conseguido uma produção em escala econômica que viabilize a sua utilização, mesmo em países como a Alemanha ou os Estados Unidos, os mais avançados na tentativa de encontrar soluções para essas questões.

Essa é portanto a realidade que enfrentamos mas que, por todos os obstáculos que nos sejam postos, não nos levará a arrefecer em nossos esforços para assumirmos a responsabilidade que nos cabe como empresa e como cidadãos.

Não estamos livres de cometermos falhas e incorreções nesse processo, como a que ocorreu, e outras que certamente poderão vir a acontecer.

Podemos entanto garantir, que o Zona Sul estará sempre aberto a receber criticas e comentários como os que, como total propriedade, nos foram feitos nessa circunstancia, e assegurar sua preocupação e decisão em sana-los, com a humildade de quem se esforça e sente responsável, mas se sabe devedor de sempre buscar ser melhor em tudo o que faz, em beneficio dos seus clientes, da sociedade e do mundo em que habitamos.

Zona Sul

Obrigada a todos que participaram e ao Zona Sul, por entender que a campanha não se tratava de um ataque à marca mas sim uma tentativa de criar um diálogo público entre estabelecimento e cliente sobre práticas sustentaveis! A campanha foi criada com o intuito de destacar algo que muitas vezes passa despercebido e tentar fazer com que o público em geral preste mais atenção nos seus hábitos de consumo, fazendo todo mundo pensar duas vezes antes de comprar e gerar lixo desnecessário. Fica aqui o meu apelo para o Zona Sul – embora o foco foram os legumes e verduras, nossa esperança é que a ação se estenda para outros produtos do estabelecimento que possam ser embalados de forma mais econômica. Aliás, pq não utilizar o sucesso the campanha como uma bandeira the marca, se posicionando publicamente contra esse tipo de embalagem? Assim, quem sabe, outros supermercados não seguem o exemplo? ;)

Alô povão agora é sério! Foi ao ar hoje a minha primeira campanha no ‘Panela de Pressão’, contra as ridículas e ambientalmente irresponsáveis embalagens de isopor do supermercado Zona Sul. Abaixo uma reprodução do texto. Divulgem e ajudem a colocar fogo nessa panela clicando aqui!

CHEGA DE DESPERDÍCIO – PELA PRESERVAÇÃO DAS EMBALAGENS NATURAIS

O supermercado Zona Sul está colocando à venda embalagens de isopor e filme plástico contendo fatias de verduras e legumes que, se mantidos inteiros, seriam muito mais frescos e saudáveis. Tomates, cebolas e tantos outros estão tendo as suas “embalagens naturais”, aperfeiçoadas pela natureza durante anos de evolução, substituidas por materiais altamente poluentes e pouco reciclados. Esse tipo de embalagem é uma frivolidade irresponsável – um desrespeito ao meio ambiente que vai diretamente contra o princípio de desenvolvimento sustentável.

Será que somos tão ocupados que não temos mais tempo de cortar um tomate ou uma cebola na hora? Estamos tão acostumados a comidas industrializadas que preferimos um tomate murcho, exposto o dia inteiro em uma embalagem plástica, do que um fresquinho, conservado dentro de sua casca? E mais importante: será que somos tão alienados a ponto de aprovar sem questionamento a produção de um lixo totalmente desnecessário? Na Inglaterra, por exemplo, existe uma lei que obriga produtores a utilizarem o mínimo de embalagem necessária para higiene e segurança do produto. Na cidade de Lincolnshire moradores chegaram a processar a rede de supermercados Sainsbury’s por embalagem excessiva de uma carne gourmet – e ganharam!

Só para se ter uma idéia, no Brasil são fabricados por ano cerca de quarenta mil toneladas de isopor, e produção anual de filme plástico chega a 210 mil toneladas. Apesar de ambos os materiais serem recicláveis, grande parte destes produtos vai direto para os lixões. E mesmo assim, a reciclar é a última opção entre os 3 R’s da sustentabilidade: a primeira é REDUZIR.

O Zona Sul é apenas um dos muitos estabelecimentos que se utilizam de embalagens excessivas sem o menor problema. Recentemente eles lançaram uma campanha por sustentabilidade em toda a sua rede de supermercados, e acreditamos que eles irão se sensibilizar caso todos pressionemos pelo fim desta prática.

Nós, consumidores responsáveis e preocupados com o lixo que produzimos, consideramos que a redução do lixo e a proteção do meio ambiente necessitam de medidas que limitem a embalagem excessiva, já que apenas uma redução da produção inicial de lixo permitirá limitar o impacto dos nossos produtos de consumo. Por isso, pedimos ao Zona Sul que dê o exemplo a outros supermercados e que parem de embalar alimentos desnecessariamente, adotando maneiras menos poluentes de venderem seus produtos!

Pra quem não conhece, ‘Panela de Pressão‘ é uma iniciativa do Meu Rio para criação de campanhas populares. A dinâmica é simples: o usuário envia as informacões ao site e os moderadores da equipe aprovam ou não a campanha. Uma vez aprovada, eles linkam todos os contatos dos alvos pressionados aos botões da campanha e colocam no ar. Aí é só espalhar pros amigos, conhecidos, etc, pra eles irem colocando pressão na panela.

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