OEsquema

Arquivo: protestos

Retrospectiva OEsquema – Damien Hirst @ Tate

A retrospectiva gigante do artista na Tate Modern, em Londres, atraiu quase 500 mil visitantes, tornando-se a mais popular da história da instituição. Esse eu não destaco não por ter gostado, mas por ter ficado chocada com a atenção que esse cara ainda atrai. Em pleno século XXI, onde as questões ambientais são possivelmente o assunto mais discutido e controverso, um artista que exibe animais ameaçados de extinção como arte não pode ter o meu respeito. A frivolidade de fixar mais de 2 mil borboletas (muitas possívelmente vindas do Brasil, como aquela linda azul que anda cada vez mais sumida do Jardim Botânico) em uma tela na minha opinião é a mesma de um casaco de pele de foca.

Hirst’s giant Tate Modern retrospective attracted nearly 500 thousand people becoming the gallery’s most popular show by a solo artist. This one I point out not because I liked it, but because I was shocked with the attention this guy still gets. We’re in the 21st century, environmental issues are booming and being widely discussed, and along comes an artist who shows endangered animals as art. Sorry, but I can’t respect that. The frivolity of fixating over 2,000 butterflies (many of them possibly from Brazil, like the big blue ones which are getting harder and harder to spot in Rio) to a canvas is the same as wearing a seal fur coat in my opinion.

Descobri que sua “obra” mais famosa, ‘The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living’ – o tubarão em formol que conquistou o coração (e o talão de cheques) de Charles Saatchi – teve que ser refeita em 2006 pois o bicho estava apodrecendo. A solução? Pescar um outro tubarão, claro. Afinal, animais estão aí pra isso não é mesmo?

I found out his most famous piece, ‘The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living’ – the formaldehyde fixated shark that won Carles Saatchi’s heart (and his checkbook) – had to be redone in 2006 since the original animal was rotting. The solution? Fish another shark, of course. After all, that’s what they’re there for, right?

Damien Hirst já foi relevante, não é mais – e parece que não sou só eu que acho. A maior galeria do mundo ceder TODAS as suas filiais pra pinturas ridiculas de bolinhas que o cara nem bota mais a mão é muito over pra mim… Ele não cria nada novo há anos, da voltas e voltas em cima do mesmo tema enquanto vive da renda dos seus trabalhos superfaturados da época de YBA. Fora que a estrutura necessária para construir suas “esculturas” de formol parece estar incomodando não só os defensores de animais, mas seus vizinhos também.

Enfim, há artistas muito mais criativos, engajados e merecedores de destaque – Damien Hirst é tããão 90′s (bocejo…).

Damien Hirst was relevant, he’s not anymore – and it looks like I’m not the only one who thinks that. The world’s biggest gallery using ALL of their venues to show ridiculous dot paintings that the guy doesn’t even touch any more is a little too much for me… He hasn’t done anything new in ages, living off the money from his overpriced works from the YBA era. Not to mention the structure necessary to keep replicating these formaldehyde “sculptures”, which seems to be bugging not only animal rights activists, but neighbours as well.

Anyway, my point is there are other artists, much more creative, aware and worthy of praise than him. Damien Hirst is sooo 90′s (yawn…).

 

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Retrospectiva OEsquema 2012 – Meu Rio


Apesar de não ter sido criado em 2012, o Meu Rio se destacou esse ano pela sua atuação nas eleições, criando vários dispositivos para conscientizar os eleitores e maneiras de cobrar ações diretas dos políticos. Agora fecham o ano com um novo projeto e uma mega campanha para evitar a demolição da Escola Municipal Friedenreichessa há tempos já saiu da internet e ganhou vida própria com manifestantes indo para as ruas, comparecendo às sessões na câmara de vereadores para fazer pressão, um mural no local com espaço para frequentadores (alunos, pais, professores) escreverem motivos para não quererem sair dalí e até um sistêma de vigilância monitorado pelos cidadãos, onde qualquer sinal de obra ou demolição desencadearia imediatamente uma ocupação civíl no local. A ação conseguiu o resultado máximo do ativismo online: ser um ponto de partida para aproximar e organizar as pessoas e fazendo com que, eventualmente, as ações se desdobrem na “vida real”, com cidadãos se manifestando e cobrando resultados de seus governantes, participando ativamente do processo político.

A criação da página ‘Panela de Pressão’  foi outro marco, pois deu voz aos cidadãos permitindo denúncias de problemas em qualquer área da cidade e uma pressão coletiva direta em cima dos responsáveis em busca de soluções. O site é um belo exemplo de como o ativismo online pode sim dar certo, e também uma luz no fim do túnel da passividade Brasileira. Até eu entrei na roda ;)

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Retrospectiva OEsquema 2012 – Legalize já!

A maconha esteve em alta esse ano. 2012 começou com os minístros do STF prometendo discussão sobre a descriminalização e está terminando com a promessa da LEAP Brasil de atuação mais ampla em 2012.

Nesse meio tempo teve Colorado e Washington liberando o uso recreativo da erva, Massachusets se tornando o 18° estado americano a liberar o uso medicinal, Uruguai caminhando para tornar-se o primeiro país a legalizar a droga, o conturbado nascimento da SemSemente, primeira revista dedicada à cultura canábica no Brasil (A gráfica Stilgraf desistiu de imprimir a revista faltando apenas 2 dias para o lançamento, alegando que poderia sofrer punições por falar sobre o assunto), Fernando de La Roque expondo sua ‘blow art’ no Rio…até a tão esperada reunião do Planet Hemp rolou!! A VEJA também entrou na onda, mas remando contra a maré, claro…

Aqui no portal o assunto ganhou destaque com a Rede Pense Livre, que entrou prOESquema em forma de blog. Iindependente e apartidária, a rede é formada por profissionais de diversas áreas interessados em promover um debate amplo e qualificado sobre uma política de drogas mais eficiente.

Agora é torcer para que o progresso permaneça em 2013 e o Brasil se encaminhe para uma postura cada vez mais sensata em relação à maconha e todas as outras drogas. Isso se o nosso querido Congresso não cagar tudo…

20/04/2012 – No Dia Mundial da Maconha, protesto em Copacabana pela descriminalização da droga

 

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Festival Climax

Aproveitando o embalo da CoP-18 em Doha, Catar (ironicamente, maior emissor per capita de gases de efeito estufa) a 350.org Brasil e Change Mob realizam o “Festival Clímax – Vamos direto ao ponto?” para aproximar as pessoas da temática do aquecimento global mostrando que as mudanças climáticas já fazem parte do nosso cotidiano.

O evento acontecerá na Câmara Municipal de São Paulo, na Matilha Cultural e na Viração, entre os dias 5 e 9 de dezembro, com exibição de filmes, realização de oficinas e rodas de conversas sobre temas relacionados ao aquecimento global e nossas vidas.

“É muito importante chamar atenção para a realidade das mudanças climáticas enquanto representantes de governos do mundo inteiro estão reunidos no Qatar. As pessoas estão ligando os pontos e percebendo que a mudança do clima já está afetando suas rotinas, seja pelo desconforto e impactos na saúde com dias com recorde de temperaturas altas em determinada região, seja perdendo suas casas por causa de uma tempestade atípica, cada vez mais frequente. Precisamos agir local e rapidamente, pois os negociadores parecem ignorar a urgência e a dimensão do problema que estamos enfrentando” – Paula Collet, coordenadora da 350.org Brasil.

O Clímax tem dois objetivos principais: aproximar mais pessoas da temática e unir as diversas organizações que trabalham com o tema para criarem soluções conjuntas. É importante compreender os impactos do clima na produção de alimentos, na mobilidade, no dia-a-dia das mulheres e a importância das mudanças climáticas como um tema prioritário na governança local das cidades do nosso país.

“O Festival também será uma celebração do trabalho de uma série de organizações da sociedade civil que têm realizado ações em prol da mitigação e adaptação climática na cidade de São Paulo”, afirma João Scarpelini, fundador da Change Mob.

05/12 (Quarta-feira) Tema do dia: Soluções Locais

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
11:30 – 14:00 – Oficina de Fogão Solar com Greenpeace

Local: Câmara Municipal (Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista)
19:00 – 22:00 – Roda de conversa sobre soluções locais
Convidados:
Aline Cavalcante – Bike Anjo
Ariel Kogan – Rede Nossa São Paulo
Gabriela Alem – Ativista
Gilberto Natalini – vereador
Luiz de Campos Jr – projeto Rios e Ruas
Ricardo Young – vereador eleito

06/12 (Quinta-feira) Tema do dia: Alimentação e Consumo

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
14:30 – 17:00 – Oficina de Estêncil com Komuniki

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 – Exibição do Filme: Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
20:20 – Roda de conversa sobre alimentação e consumo
Convidados:
Ana Zilda Coutinho – agricultora
Guilherme Carvalho – Sociedade Vegetariana Brasileira
Nicole Figueiredo de Oliveira – Humane Society Internacional
Nina Best – Vitae Civilis

07/12 (Sexta-feira) Tema do dia: Gênero e Mudanças Climáticas

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
15:00 – 17:00 – Oficina para criação de Blog com Escola de Notícias

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 – CURTAS – Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
19:30 – Roda de conversa sobre gênero e mudanças climáticas
Convidados:
Bárbara Lopes – Blogueiras Feministas
Barbara Gonçalves – Vitae Civilis
Gabriela Veiga – artivista
João Felipe Scarpelini – 350.org e Change Mob
Sulália de Souza – Reciclaangela

8/12 (Sábado) Tema do dia: Ativismo

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
18:00 a 18:30 – CURTAS – Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
18:30 a 19:40 – Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
20:00 a 21:30 – Vai lá é faz / Just do It

9/12 (Domingo)
Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 a 21:00 – Just Do It + Curtas: Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença

FILME:
Vai lá e Faz / Just do It

Durante um ano repleto de acontecimentos, foi permitido a Emily James o acesso sem precedentes para filmar o mundo secreto do ativismo ambiental de ação direta. Dois anos mais tarde, Just Do It – um conto de modernos bandidos chega às grandes telas do mundo.
Emily James passou mais de um ano participando em grupos de ativistas, como o Climate Camp e Plane Stupid para documentar suas atividades clandestinas, em condições adversas, capturou mais de 300 horas de filmagem. Essa filmagem foi carinhosamente criada, moldada, por Emily e pelo editor James por mais de um ano para chegarem no resultado que pode ser visto agora no cinema.
O filme é uma história de pessoas que lutam pelo que acreditam e que se fazem serem ouvidas. Era uma história que precisava ser contada sem as limitações criativas de modelos tradicionais de produção ou o controle editorial de grandes investidores. E foi assim que Just Do It – um projeto totalmente independente – nasceu.

FILME:
Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth

Documentário feito pelo “Partido dos Animais” da Holanda. É a resposta ao “An Inconvenient Truth” do Al Gore, que trata de algumas das causas do aquecimento global, poluição e males afins, mas deixa a questão da pecuária de lado (por motivos políticos). A pecuária é a maior responsável por essa devastação. O mais interessante neste vídeo, é que ele nos alerta para o fato de que 18% das emissões de gases no mundo são causados pela pecuária, enquanto 13%, são causadas pelos transportes! Carros, tratores e aviões causam menos efeito que a pecuária, e muita gente não acredita, ou nem sabe disto, ou não imagina que o impacto seja tanto.

SESSÃO CURTA METRAGENS

Weathering Change

O filme nos leva a Etiópia, Nepal e Peru para ouvir as histórias de quatro mulheres, que lutam para cuidar de suas famílias, enquanto enfrentam perdas de colheitas e escassez de água. Como a população mundial atinge 7 bilhões em 2011, o filme mostra como as mulheres e as famílias já estão adaptando aos desafios ambientais que ameaçam a sua saúde e os seus meios de subsistência.

Weathering Change documenta como o planeamento familiar, a educação das meninas, agricultura sustentável e conservação ambiental são parte da solução. O filme chama para a expansão ao acesso à contracepção e capacitação das mulheres para ajudar as famílias e as comunidades se adaptar aos efeitos da mudança climática.

5 Mulheres que fazem a diferença

O vídeo 5 Mulheres que fazem a diferença aborda a questão da percepção das mudanças climáticas em ambientes urbanos. Além disso, mostra a experiência de 5 mulheres que buscam no seu estilo de ser/estar/viver uma alternativa ao modelão predador da natureza ou desconectado da relação de dependência com o Planeta.

Mais informações e programação atualizada aqui

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CHEGA DE DESPERDÍCIO!

14/11/2012 – Atualização: A campanha deu resultado e o Zona Sul se comprometeu a tirar de circulação as tais embalagens!!

Segue a resposta:

Sra. Rafaela, boa tarde!

Agradecemos os comentários, que nos chamaram a atenção para fatos ocorridos em uma das nossas unidades, que realmente contradizem a nossa posição em relação a sustentabilidade e a proteção ao meio ambiente.

O artigo, que retrata a pratica de acondicionarmos tomates e cebolas fatiados, utilizando para acondiciona-los bandejas de isopor e filmes plásticos, reflete uma falha, já corrigida.

Infelizmente, no entanto, as providencias que nos foram possíveis tomar nessa circunstancia, refletem apenas uma pequena parcela do esforço que temos feito ao longo dos últimos anos para a adoção de praticas sustentáveis por todas as áreas da nossa empresa, as quais no entanto, como é sabido por todos, enfrentam enormes limitações para que sejam expandidas.

O Zona Sul, já ha mais de 3 anos, vem implantando em suas ações operacionais um conjunto de procedimentos em relação a preservação ambiental, inicialmente restritas aos seus processos internos e mais recentemente buscando a participação da sociedade, personificada por nossos clientes, sendo os principais exemplos dessas iniciativas:

-         O recolhimento dos resíduos orgânicos por meios próprios, através de empresas especializadas e em cooperação com os órgãos públicos através da Comlurb.

-         A transformação de cerca de 70% desses resíduos em composto orgânico.

-         O correto recolhimento e destinação a reciclagem das caixas de papelão, lâmpadas fluorescentes, baterias de celulares, plásticos e outros materiais passiveis de sofrerem esse tipo de processo.

-         A redução do uso de sacolas plásticas para embalagem das compras através da orientação a todos os Colaboradores no sentido da racionalização do seu uso.

-         A distribuição, empréstimo e venda de sacolas reutilizáveis, aos nossos clientes, em todas as nossas unidades.

-         A promoção de campanhas educacionais junto ao publico infantil que realizamos durante mais de 20 anos com os nossos Concursos de Desenho sempre baseados em temas educacionais, cívicos e de respeito ao meio ambiente e a natureza.

-         Mais recentemente, a continuidade desses esforços, com as nossas campanhas de “Dedoches”, também voltados ao publico infantil, e tambiú com enfoque em temas que abordam a responsabilidade sócio-ambiental.

Graças a isso, temos conseguido reduzir significativamente o envio de resíduos aos aterros sanitários públicos, e procurado contribuir também, para uma maior conscientização de todos em relação a questões tão relevantes.

Reconhecemos, no entanto, que o que já estamos fazendo ainda é muito pouco, diante do enorme desafio que representam, a busca de reequilibrarmos a relação de respeito dos seres humanos e das empresas em sua convivência com o nosso planeta e a tentativa de garantirmos um futuro melhor as gerações que nos sucederão.

É necessário continuar por exemplo, a busca de solução definitiva para o uso do plástico e de materiais semelhantes e passiveis de levar contaminação e degradação ao meio ambiente, como o isopor, para cujas substituições ainda não foi encontrada qualquer solução.

Há mais de 10 anos iniciamos pesquisas nesse sentido, no entanto, tudo o que até agora surgiu em termos de oxi-biodegradabilidade, biodegradabilidade e soluções com o uso da mandioca, do milho ou da cana de açúcar, continua a existir apenas no campo das pesquisas, sem que se tenha conseguido uma produção em escala econômica que viabilize a sua utilização, mesmo em países como a Alemanha ou os Estados Unidos, os mais avançados na tentativa de encontrar soluções para essas questões.

Essa é portanto a realidade que enfrentamos mas que, por todos os obstáculos que nos sejam postos, não nos levará a arrefecer em nossos esforços para assumirmos a responsabilidade que nos cabe como empresa e como cidadãos.

Não estamos livres de cometermos falhas e incorreções nesse processo, como a que ocorreu, e outras que certamente poderão vir a acontecer.

Podemos entanto garantir, que o Zona Sul estará sempre aberto a receber criticas e comentários como os que, como total propriedade, nos foram feitos nessa circunstancia, e assegurar sua preocupação e decisão em sana-los, com a humildade de quem se esforça e sente responsável, mas se sabe devedor de sempre buscar ser melhor em tudo o que faz, em beneficio dos seus clientes, da sociedade e do mundo em que habitamos.

Zona Sul

Obrigada a todos que participaram e ao Zona Sul, por entender que a campanha não se tratava de um ataque à marca mas sim uma tentativa de criar um diálogo público entre estabelecimento e cliente sobre práticas sustentaveis! A campanha foi criada com o intuito de destacar algo que muitas vezes passa despercebido e tentar fazer com que o público em geral preste mais atenção nos seus hábitos de consumo, fazendo todo mundo pensar duas vezes antes de comprar e gerar lixo desnecessário. Fica aqui o meu apelo para o Zona Sul – embora o foco foram os legumes e verduras, nossa esperança é que a ação se estenda para outros produtos do estabelecimento que possam ser embalados de forma mais econômica. Aliás, pq não utilizar o sucesso the campanha como uma bandeira the marca, se posicionando publicamente contra esse tipo de embalagem? Assim, quem sabe, outros supermercados não seguem o exemplo? ;)

Alô povão agora é sério! Foi ao ar hoje a minha primeira campanha no ‘Panela de Pressão’, contra as ridículas e ambientalmente irresponsáveis embalagens de isopor do supermercado Zona Sul. Abaixo uma reprodução do texto. Divulgem e ajudem a colocar fogo nessa panela clicando aqui!

CHEGA DE DESPERDÍCIO – PELA PRESERVAÇÃO DAS EMBALAGENS NATURAIS

O supermercado Zona Sul está colocando à venda embalagens de isopor e filme plástico contendo fatias de verduras e legumes que, se mantidos inteiros, seriam muito mais frescos e saudáveis. Tomates, cebolas e tantos outros estão tendo as suas “embalagens naturais”, aperfeiçoadas pela natureza durante anos de evolução, substituidas por materiais altamente poluentes e pouco reciclados. Esse tipo de embalagem é uma frivolidade irresponsável – um desrespeito ao meio ambiente que vai diretamente contra o princípio de desenvolvimento sustentável.

Será que somos tão ocupados que não temos mais tempo de cortar um tomate ou uma cebola na hora? Estamos tão acostumados a comidas industrializadas que preferimos um tomate murcho, exposto o dia inteiro em uma embalagem plástica, do que um fresquinho, conservado dentro de sua casca? E mais importante: será que somos tão alienados a ponto de aprovar sem questionamento a produção de um lixo totalmente desnecessário? Na Inglaterra, por exemplo, existe uma lei que obriga produtores a utilizarem o mínimo de embalagem necessária para higiene e segurança do produto. Na cidade de Lincolnshire moradores chegaram a processar a rede de supermercados Sainsbury’s por embalagem excessiva de uma carne gourmet – e ganharam!

Só para se ter uma idéia, no Brasil são fabricados por ano cerca de quarenta mil toneladas de isopor, e produção anual de filme plástico chega a 210 mil toneladas. Apesar de ambos os materiais serem recicláveis, grande parte destes produtos vai direto para os lixões. E mesmo assim, a reciclar é a última opção entre os 3 R’s da sustentabilidade: a primeira é REDUZIR.

O Zona Sul é apenas um dos muitos estabelecimentos que se utilizam de embalagens excessivas sem o menor problema. Recentemente eles lançaram uma campanha por sustentabilidade em toda a sua rede de supermercados, e acreditamos que eles irão se sensibilizar caso todos pressionemos pelo fim desta prática.

Nós, consumidores responsáveis e preocupados com o lixo que produzimos, consideramos que a redução do lixo e a proteção do meio ambiente necessitam de medidas que limitem a embalagem excessiva, já que apenas uma redução da produção inicial de lixo permitirá limitar o impacto dos nossos produtos de consumo. Por isso, pedimos ao Zona Sul que dê o exemplo a outros supermercados e que parem de embalar alimentos desnecessariamente, adotando maneiras menos poluentes de venderem seus produtos!

Pra quem não conhece, ‘Panela de Pressão‘ é uma iniciativa do Meu Rio para criação de campanhas populares. A dinâmica é simples: o usuário envia as informacões ao site e os moderadores da equipe aprovam ou não a campanha. Uma vez aprovada, eles linkam todos os contatos dos alvos pressionados aos botões da campanha e colocam no ar. Aí é só espalhar pros amigos, conhecidos, etc, pra eles irem colocando pressão na panela.

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#ShellFAIL

E como eu suspeitava, os Yes Men estão por trás do hoax do momento. Em uma parceria com o Greenpeace e o Occupy, a campanha #ShellFAIL teve início em Junho, com um suposto evento da Shell e o “vazamento” (rá!) do video abaixo:

Just as I suspected, the Yes Men are behind the latest hoax to swoop the web. In a partnership with Greenpeace and Occupy, the #ShellFAIL campaign began in June with an alledged Shell event and the “leak” (ha!) of this video:

Após milhares de views, shares e até aparições em noticiários, os autores do video revelaram a farsa (com a velhinha do Occupy!)

 

After thousands of views, shares and being mentioned in the news, the authors came forth exposing the hoax (featuring Occupy pepper-spray granny!)

Mas não pararam por aí. Como já é de praxe, colocaram no ar um site idêntico ao site oficial da Shell, apresentando de maneira cínica e extremamente paternalista a filosofia por trás da exploração de petróleo no Ártico, como mostram algumas das imagens “oficiais”.

 

But it didn’t end there. As usual they set up a fake website identical to Shell’s official one, where the company’s philosophy on Arctic drilling was presented in a rather cínical and patronising way, as the “official” ads show.

Além disso convidavam o público a criar seus próprios posteres, que seriam espalhados por “lugares estratégicos mundo afora”. Dentre as imagens a serem usadas, lindos ursos polares, geleiras, focas e todas aquelas outras maravilhas do Ártico que não tem NADA a ver com petróleo. Ah, e claro, um template com logo da Shell e o slogan da campanha: “Let’s Go”. Foi como tirar doce de criança: em algumas horas a galeria já estava abarrotada de pôsteres criticando a empresa e tirando sarro dos “gênios” por trás da campanha furada.

They also invited the public to create their own poster ads for the campaign, which would later be spread across “strategic locations worldwide”. Among the images to choose from, beautiful polar bears, icebergs, foxes and all other Arctic wonders that have NOTHING to do with oil. And of course, a template with Shell logo and the campaign’s slogan: “Let’s Go”. Like taking candy from a baby…in a few hours the gallery was full of posters criticising the company and mocking the “geniuses” behind the epic fail.

O toque final foi a desativação da ferramenta de pôsteres, como qualquer empresa séria faria, gerando ainda mais comentários negativos.

The final touch was the deactivation of the poster tool, which every serious company would do, generating even more negative feedback.

A hilária seção Só Para Crianças com um jogo chamado ‘Angry ‘bergs” e infromações completamente absurdas sobre os benefícios do petróleo também vale muito a pena. Como sempre, belo trabalho. Resta agora esperar a resposta da Shell.

The hilarious Just for Kids section with a game called ‘Angry ‘bergs’ and all sorts of misleading info on the benefits of oil is also worth checking out. As usual, great job.  Now it’s a matter of waiting for Shell’s reply.

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Kettling the kettlers

Mais uma dos gênios do Don’t Panic. Dessa vez o alvo foi o Kettling – tática queridinha da polícia britânica para dissipar protestos. A prática extremamente controversa consiste em formar um cordão de policiais em torno do grupo, impedindo que qualquer indivíduo entre ou saia. Qualquer um mesmo – manifestante ou não. A duração do isolamento varia (durante os protestos estudantis ano passado foram mais de 10 horas), e a tática nada mais é do que uma maneira de deixar as pessoas nervosas e incitar violência, para justificar o uso da mesma pela polícia. Não é a toa que o nome faz referência a como uma chaleira, kettle, contém o vapor quente.

Another genius stunt from the Don’t Panic crew. This time their target was the controversial (and London Met favourite) Kettling – a scare tactic used by police to dissipate protests. By isolating the group with cordons of police officers, they stop anyone, and I do mean anyone – protester or unlucky bystander – from entering or leaving the area for as long as they wish (last year’s student protesters were kettled for more than 10 hours). The tactic, which gets its name from the way a kettle contains heat and vapor, is a cheap shot at getting people riled up, so they can justify the use of violence.

Durante o primeiro dia do Occupy London eu dei o azar de ser “kettled”: os policiais posicionados na nossa frente e chamando as pessoas para entrar (sem avisar que não poderiam sair), de repente se moveram e botaram pra dentro todo mundo que estava em volta. Posso dizer por experiência própria – o comportamento dos oficiais que formam o cordão é de fazer o sangue ferver – dá nojo. Como um deles admite no video: “vocês estão tentando rodear as pessoas, e isso está deixando elas nervosas e irritadas”. Pois é seu polícia…entendeu agora?

During the first day of the Occupy LSX I ended up being kettled when the police, in front of us and inviting people to step in without letting them know they wouldn’t be able to leave, decided to expand the circle without notice. I can honestly say the attitude of the officers who make up the isolation cordon can drive anyone mad – completely disgusting. As one of the officers in the video admits: “you’re trying to encircle them and that is getting on people’s nerves and winding them up”. Yeah officer…get it?

antes... // before...

...e depois, junto com os outros "reféns" // ...and after, with the other "hostages"

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O primeiro “Pittaco”…

O assunto dos testes de cosméticos em animais rendeu um artigo na Revista Pittacos. Pra ler o texto na íntegra, é só clicar aqui.

And the subject of animal testing for the cosmetics industry is stil going strong – here’s an article I wrote for online magazine Pittacos.

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Chega de Testes em Animais! // Stop Animal Testing!

A excelente campanha da Lush exigindo o fim de testes em animais pela indústria de cosméticos atingiu seu auge de maneira brilhante nessa quarta feira. Em sua maior e mais movimentada loja Londrina, a marca promoveu uma performance chocante retratando o horror vivido por milhares de animais em laboratórios no mundo inteiro. A corajosa artista e ativista (e vegana) Jacqueline Traides fez papel de cobaia e durante 10 horas se submeteu a todo tipo de tortura – algumas encenadas, outras bem reais. Apesar de violentos, os atos praticados em Jacqueline ainda não chegam aos pés da realidade.

Lush’s excellent campaign against animal testing in the cosmetics industry reached its brilliant high point this Wednesday. Their busy Regent Street flaship store was the stage for a shocking performance depicting the horrors of animal testing. The brave performer and activist (and vegan) Jacqueline Traides acted as guinea pig and endured a 10 hour torture session – some fake, some quite real. Although quite harsh, the violence suffered by Jaqueline isn’t nearly as brutal as the reality of what goes on behind closed doors in laboratories worldwide.

Os dados todo mundo já sabe, já ouviu alguma vez, mas nada como ver ao vivo e, melhor ainda, em um ser da mesma espécie, para a emoção bater e a consciência pesar. Marcas como a Lush já provaram que é possível fazer produtos de alta qualidade sem necessidade alguma de testes em animais. Então a pergunta é: porque diabos isso continua acontecendo? Uma das respostas é a simples falta de pressão popular. O que os olhos não veem, o coração não sente, e assim caminha a humanidade com seus supérfluos de primeira necessidade. Então tá, agora tá aí escancarado e não da mais pra usar a desculpa do ‘ninguém sabe ninguém viu’ – cabe a nós dar um basta a esse absurdo!

Everyone’s heard the data, but nothing like seeing it live and, better yet, on one of our own, to stir up emotion and weigh down the conscience. Brands like Lush have already proven that animal testing is not necessary for the production of great quality products. So why does it go on? One of the answers might be the simple lack of public pressure. Out of sight, out of mind – and so we go on with our superficial basic needs. So now it’s there, in your face, no more excuses: it’s up to us to change this picture!

Um bom começo, além da assinatura da petição, é dar uma olhada nessas listas de empresas que empresas que testam e empresas que não testam seus produtos em animais – e já aviso logo, é assustador o número de grandes marcas que o fazem. Mas nada que não possa ser compensado na outra – eu to muito feliz com meu sabonete Natura, meu perfume Carolina Herrera, meus esmaltes da Urban Decay, minhas makes e cremes da Body Shop e meu hidratante Jason.  A verdade é que ninguém vai morrer ao trocar um rímel por outro, um esmalte vermelho X por um esmalte vermelho Y, mas os animais sim, esses morrem todos os dias por conta das nossas escolhas.

A good start, after signing the petition, is to look at these lists of companies that test their products on animals, and companies that don’t – and I have to say, the number of big brands that do it is alarming. But nothing that can’t be compensated on the other one – I for one am very happy with my Carolina Herrera perfume, my Urban Decay nail polishes, my creams and makeups from The Body Shop and my Jason moisturizer. The truth is, no one will die from exchanging one mascara for the other, red nail polish X for red nail polish Y, but the animals will.

via Brainstorm9

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Don’t Panic – Videos

Quem conhece Londres certamente já esbarrou com os pacotinhos do Don’t Panic que juntam em uma embalagem prática e estilosa aqueles mil flyers de eventos distribuidos nas ruas e divulgam o trabalho de artistas locais. Mas o que alguns podem não saber é que além disso eles são também uma agência de marketing e um puta portal de conteúdo, incluindo revista e tv online.

Anyone familiar with London has certainly come across the Don’t Panic packs – a helpful way to get all those random event flyers together, while supporting the work of local artists. Well, what some of you may not know is that they also run a marketing agency and a damn good content filled website which includes an online magazine and tv.

Ao descobrir tudo isso (ontem, graças a uma palestra) eu que já era fã fiquei mais amarradona ainda, mas o que me ganhou mesmo foi o lado ativista da marca. Saca só:

Having discovered all that yesterday (thanks to a college lecture) I became an even bigger fan, but the cherry on top was certainly getting to know their activist side. Check it out:

Sem objetivos comerciais, os videos eram apenas uma forma de agregar valor à marca. Eram. O negócio deu tão certo que foi parar na tv – a BBC fechou com eles uma série de programas de “humor político” seguindo a mesma linha dos videos. O programa tem previsão de estréia esse ano. Além disso, o bom humor das produções acabou gerando pedidos de clientes para campanhas no mesmo estilo. Esse viral pra promover uma ópera sobre os perigos da vida online é genial.

With no commercial objectives whatsoever, the videos were only a way to add value to the brand. Were. Given their wit and viral success, the BBC jumped on board and comissioned a tv series following the same kind of political humour, which is due to air this year. The funny productions also led clients to ask for campaigns in the same style. This viral for an ENO opera about the perils of life online is genius.

Mas nem só de risadas vive o Don’t Panic – os caras fizeram um curta sobre os perigos da sobrepesca e dois filmes para o Guardian sobre a nossa dependência tecnológica. Papo sério.

But not everything is all fun and games – they have also done a short film about the dangers of overfishing and a 2 part series for The Guardian on our dependancy on technology.
p.s: Existe uma versão brazuca que distribui os flyers em SP e também produz conteúdo online. Agora só falta a porção ativista…
p.s: Don’t Panic’s brazilian branch

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