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Arquivo: protestos

Patricia Correta desmente William Bonner ao vivo! (Atualizado)

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E o video do Rafucko que postei ontem já foi tirado do ar pela Globo com justificativa de quebra de copyright.

A Globo, esse exemplo do jornalismo imparcial e “profissional” está aberta a críticas – desde que passem pelo crivo de seus editores, sejam publicadas no seus canais, com as suas palavras escolhidas a dedo.

Disse Noblat naquele ridículo editorial de mea culpa que mais soou como um tapa de luva de pelica: “Se há algo a que os jornalistas estão acostumados é a contrariedade que a publicação de fatos negativos sobre pessoas, partidos, artistas, políticos, empresários gera naqueles que os admiram, respeitam e os têm acima do bem e do mal. O fenômeno é diário, e recebido pelo jornal como algo natural.”

Engraçado que a mesma naturalidade e calma que tentam passar nesse texto pífio não dá as caras quando a contrariedade ao conteúdo parte deles né? Uma ação vale mais do que mil palavras falsas, O Globo – essa censura ao video genial do Rafucko mostra como são fracas as bases de seus argumentos quando confrontadas pelo humor inteligente e fatos incontestáveis. E aí, quem está se colocando acima do bem e do mal agora??

P.s: Querida Globo, o video continua rolando… Internet é isso aí: canais múltiplos!

O gênio Rafucko está de volta!

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Ataque sonoro

Terça de madrugada recebi o relato de uma amiga contando que uma amiga dela havia tido seu carro interceptado por ninguém mais ninguém menos que nosso querido prefeito Eduardo Paes. O motivo? Uma música de protesto que tocava alto e incomodou Dudu. Indignada com o absurdo da situação, marquei pro dia seguinte um Flashmob Sonoro, com o intuito de espalhar a tal música pela cidade numa mesma hora. O povo curtiu tanto que resolvi estender a convocação para todos os dias, às 20:00, até a Copa.

Por conta do “evento” me toquei que muitos desconheciam a música de PH Lima e ficaram amarradões ao ouvir uma letra de funk totalmente política, falando tudo que a gente tem vontade de dizer, na lata. Isso só me leva a concluir que as pessoas precisam vir mais pras ruas! Voltem (ou comecem) a frequentar as passeatas, atos, debates, assembléias populares, sessões de cinema abertas e outras atividades políticas, mas também culturais, e vcs verão (ou melhor, ouvirão) que de onde saiu essa tem muito mais! Isso sem contar os gritos da rua que prometem tomar conta do Carnaval… ‘Alegria alegria’ é linda, mas temos as músicas de protesto do nosso tempo e elas merecem (e devem) ser conhecidas e tocadas também!


(só do Los Vânda poderia fazer uma playlist inteira)

Adorei o remix com os gritos da rua:

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Hoje é um novo dia, de um novo tempo…

A volta pro Rio caiu como uma bomba de efeito moral. Cheguei perdida, numa cidade em ebulição, e apenas segui o fluxo da energia que pairava no ar. Esse video é uma mostra pequena, mas significativa, dessa energia, desse afeto, dessa força que ainda está na rua, e não tem a menor intenção de recuar. Todo mundo junto – midiativistas, manifestantes, ocupantes, moradores de rua, performers, estudantes, professores, black blocs – é assim que é e que vai continuar em 2014. A rua é sua, a rua é nossa, é de quem quiser, quem vier…

VEM PRA RUA VOCÊ TAMBÉM, VEM!

The return to Rio hit like a bomb. I stumbled confusedly into a bubbling city and just let the flowing energy guide me through. This video is a small yet significant sample of that energy, this affection, this force which is still out there, on the streets and will definitely not die out anytime soon. Everyone together – free media activists, protesters, teachers, occupiers, street dwellers, performers, students, black blocs – this is how it is and how it’s going to be in 2014. The street is yours, it’s ours, it’s of whoever wants it, whoever comes along…

(The video is a parody of Globo TV’s famous NYE videos where famous actors sing along to this song. We made our own little version using characters from the street protests which have swept over the city since June)

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‘Das ist ein nazismo sustentáwel’

Outro dia num papo sobre a cosmocóca, Neville D’Almeida soltou a seguinte pérola proferida por Hélio Oiticica: “Socialismo no Brasil? Não tem a menor chance – o Brasil é o país mais fascista que existe”.

Pois o quadrinho sagaz do Contente deu um jeito de levar a coisa ao pé da letra de maneira genial! Tragicomédia rabiscada da melhor qualidade – tanto pelo dedo na ferida, quanto pelos traços minimalistas porém super expressivos e fluidos.

Claudinho, o guia turístico, recebe o sr Adolfo Himmler para um rolé pela cidade maravilhosa

 

e por aí vai…

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Uma breve história da comunicação no Brasil

Pra quem ainda não sabe como funciona o monopólio da midia nesse país…

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Todo mundo nú!

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Ontem compartilhei um texto onde uma atriz questionava a repressão que sofrera na praia por estar com seios de fora – “os peitos femininos estão estampados nas bancas pra qq criança de qq idade olhar,os peitos femininos estão nos filmes,nos comerciais de cerveja,em todos os lugares menos no torso nu das mulheres,todo mundo pode ver peitos de mulheres pela cidade em toda parte menos no corpo das mulheres.”. Coincidência ou não, na mesma noite participei de uma catarse coletiva onde não só realizei um desejo de longa data – mergulhar na piscina do parque lage – como o fiz sem roupa, assim como a maioria das pessoas ali. Pode parecer um ato banal, sem propósito, uma baderna ‘sem vergonha’ aos olhos dos mais conservadores, mas o que vi e senti naquela sopa de gente foi uma liberdade imensa. Mesmo sendo espontâneo, enxerguei nesse ato uma manifestação física dos questionamentos do tal texto – um ensaio de uma realidade possível onde os corpos, masculinos e femininos, são alegres, livres, belos e, acima de tudo, iguais. Em tempos de criminalização da livre manifestação das nossas insatisfações, lutemos também contra as amarras de uma sociedade conservadora que teima em transformar em vergonha e violência algo que deveria ser celebrado, aceitando a nudez humana apenas quando essa gera algum tipo de lucro comercial. Os seguranças só olhavam, alguns curiosos, outros confusos, outros claramente repreendendo. Uma mulher de cara amarrada pedia pra sairmos da piscina, uma outra, simpática mas aflita, explicava que iria ouvir um monte da administração do local. Enquanto isso, todos dentro d’água cantavam e dançavam. Fiquei me perguntando o que seria tão grave em pessoas numa noite linda de lua cheia mergulhando, imaginem só, numa piscina?! Não é pra isso que ela está ali? Não é exatamente esse o seu propósito no mundo? Seria então a nudez? Ou seria a combinação de ambos? Como pode uma manifestação espontânea de alegria e liberdade incomodar tanto? Em tempos de questionamento do público x privado em todas as esferas, a noite de ontem foi, pra mim, mais um passo em direção a um futuro com menos proibições e julgamentos, e mais afeto e aceitação.

“A terra é nossa
a cidade é nossa
a rua é nossa
o corpo é meu”

p.s: A festa era a abertura do excelente TEMPO FESTIVAL

Yesterday I shared a text where an actress questioned the repression she suffered after exposing her breasts on the beach. “Female breasts are all over newsstands, for people all ages to see, they are in movies, in beer ads, everywhere but women’s naked torsos. Everyone can see felame breasts all over town, except on women’s bodies.” Coincidence or not, that same night I took part in a ‘collective catarsis’ where not only did I fulfill a lifelong dream – to dive into the Parque Lage swimming pool, but I did it naked, as did most of the people there. It might’ve seemed silly, without purpose or even, for more conservative folk, the act of shameless troublemakers, but what I saw and felt in that “human soup” was extreme freedom. Even though completely spontaneous, I saw in that moment as a physical manifestation of the questions raised by that text – a rehearsal of a possible reality where bodies, male and female, are happy, free, beautiful and, most of all, equal. In times of criminalisation of our right to protest agains our dissatisfactions, let us also fight the bindings of a conservative society which insists on turning into shame and violence something which should be celebrated, a society which only accepts nudity when it’s linked with some sort of commercial profit. The security guards just stared – some curious, others confused, and some clearly upset. A frowning woman asked us to step out while a nicer yet troubled one said she would get an earful from the park’s administration. Meanwhile, everyone in the water was singing and dancing. I wondered what was so serious about people, on a lovely full moon night, swimming in, go figure, a swimming pool?! Isn’t that’s what it’s for? Isn’t that its sole purpose in the world? Was it the nudity then? Ir was it both? How can a spontaneous manifestation of joy and freedom be so annoying to some? In times of public x private questionings in all areas, last night was, at least for me, another step towards a future with less prohibition and judgement and more affection and acceptance.

“The land is ours
the city is ours
the street is ours
the body is mine”

p.s: It was the opening party for the excellent TEMPO FESTIVAL

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Coletiva Idéia

Rir tem sido o melhor remédio não só pra engolir, mas para questionar a nossa triste realidade, e o Coletiva Idéía acabou de ganhar lugar na minha farmácia, bem ao lado do Rafucko. Que essa epidemia de humor ativista se espalhe cada vez mais, servindo de antídoto contra a zorratotalização do riso e da política no Brasil.

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“A verdade é dura…”

 

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O ídolo Rafucko falando algumas verdades para Pedro Dória, editor executivo do O Globo foi o ponto alto do debate ‘Protestos e redes sociais – a mudança de poder da mídia’ do festival YouPix desse ano. Imperdível para quem tem QUALQUER opinião sobre o assunto.

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Mensagem de Luiz Eduardo Soares ao Governador Sérgio Cabral

“Vamos parar de ser hipócrita, de agir em nome da ordem e da legalidade que acaba sendo simplesmente o teatro farsesco do mesmo, que vai aprofundar esse abismo, vai inviabilizar completamente qualquer diálogo e vai nos levar para um quadro de tensões absolutamente destrutivo, regressivo do ponto de vista democrático. Que saída o Sr vai ter para manter a ordem nos grandes eventos, para impor a ordem na rua? Vai ser o sangue? Serão mortes?”

Luiz Eduardo Soares, como sempre, brilhante

E aí Governador?

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Guia para exigir o impossível // A users guide to demanding the impossible

Em papo recente sobre novas empreitadas do Projetação, foi descoberto esse tesouro. Leiam e compartilhem.

In recent talks over future actions of Projetação collective, this treasure was discovered. Read it and pass it on.

 

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“A arte não é uma noção, mas uma ação.  Não importa o que a arte é, mas sim o que a arte faz” Gilles Deleuze

Demorou mas aconteceu: o Brasil finalmente entrou para o grupo de países cujos cidadãos insatisfeitos, durante os últimos anos, têm indo às ruas questionar os rumos tomados por seus governantes. Enquanto nossos “líderes” tentam criminalizar e calar os gritos dos que protestam, esse Guia Para Exigir o Impossível do Laboratory of Insurrectionary Imagination (criado durante os protestos estudantis de Londres em 2010) nos lembra, com exemplos espetaculares, da força da desobediência civil pela arte. Que isso sirva de inspiração para todos que querem não só continuar na luta, mas começar a fazê-lo de maneira mais criativa. Abaixo, alguns trechos do texto, só pra lembrar que “nada deve parecer impossível de mudar”

“Artistas ativistas são bons em achar os pontos de acupuntura, as rupturas no sistema que podem ser escancaradas. (…) Tudo aquilo que achamos normal: o final de semana, direitos gays, contraceptivo, mulheres usando calças, o direito de greve, de formar um sindicato, de imprimir um zine independente. Todas essas coisas só foram conquistadas pela desobediência, por pessoas que quebraram as leis que acreditavam ser injustas.(…)Toda mudança social começou com um pequeno grupo de amigos tendo uma idéia aparentemente impossível na época.(…) Quando a polícia e a mídia criminalizam a nossa desobediência, “jamais devemos esquecer”, nos lembra Martin Luther King Jr em carta escrita na prisão, ” de que tudo que Adolf Hitler fez na Alemanha era considerado ‘legal’ e que a maioria das ações feitas pela liberdade, assim como os lutadores de resistência, eram considerados ‘ilegais’”.(…)O capitalismo capturou a beleza e a imaginação, nós precisamos recuperá-las para a vida, não para o lucro”.

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“Art is not a notion but a motion. It’s not important what art is but what it does” Gilles Deleuze

Although fairly late, Brazil did finally join the party of dissatisfied citizens questioning their government’s actions that has been going on around the world for the past couple of years. As our country’s “leaders” try to criminalise protesters and force their mouths shut, this Users Guide to Demanding the Impossible by the Laboratory of Insurrectionary Imagination (created during the 2010 student protests in London) reminds us, with spectacular examples, of the power of civil disobedience in art. Let this be an inspiration to everyone out there to not only keep fighting, but to start doing so in a more creative way. Below are a few quotes, just to remind you that “nothing should seem impossible to change”:

“Art Activists are good at finding the acupuncture points, those cracks in a system that can be wrenched open.(…) Everything we take for granted: the weekend, gay rights, contraception, women wearing trousers, the right to strike, to form a union, to print an independent zine. Every thing was won by disobedience, by people breaking laws that they felt were unjust.(…) Every single shift in society began with a small group of friends having an idea that seemed impossible at the time.(…)When the police and media criminalise our disobedience, “we should never forget”, as Martin Luther King Jr reminded us in a letter from his prison cell, “ that everything Adolf Hitler did in Germany was ‘legal’” and that most of the actions taken by freedom and resistance fighters were deemed “illegal”.(…) Capitalism has captured beauty and the imagination, we need to take it back, reclaim it for life not profit.” 

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