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Arquivo: snap

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vendofoto ou comendofoto?

simpáticas formas de biscoito em formato de câmeras fotográficas.

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e a nova polaroid digital, quem viu?

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fica fácil ser a maior biblioteca fotográfica do mundo quando se tem 6 bilhões de novas fotos todo mês. bom, essa informação é de janeiro. vai saber como as coisas estão agora.

aproveitando o gancho, o 1000memories pergunta quantas fotos já foram tiradas…
olha esse gráfico e depois vai no site deles pra ler a matéria. vale a pena.

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ai está mais um concurso para quem está precisando de dinheiro,  autoestima ou novos contatos. a premiação é legal e os participantes mais ainda.
30 de outubro é a data limite para enviar suas imagens.
mais informações no site http://www.fotografiaiberoamericanos.org/

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peguei daqui.

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como não pude ir no paratyemfoco e queria saber de fontes não oficiais como tinha sido o evento, convidei o gui galembeck, que  já estava de malas prontas para paraty, se ele topava ser meu correspondente. mesmo sem saber como seria essa colaboração, ele topou. não cheguei a brifa-lo, mas pedi algumas fotos, ou um texto sobre o evento.
junto com sua parceira e também fotógrafa, tatiana ribeiro, os dois já me deixaram arrependido de não ter ido. o resultado ficou melhor que a encomenda.


Paraty em Foco 2011

texto: Tatiana Ribeiro
fotos: Tatiana Ribeiro e Gui Galembeck

Acho engraçado a ironia da vida.
A gente se descobre apaixonado pela fotografia e quer ver mais a respeito, estudar, aprender, descobrir novos focos, novos meios, novos fotógrafos.
Se sente meio embriagado por esse novo sentimento, aquele frio na barriga diante do momento do registro, sente orgulho dos retratos mais recentes como quem se orgulha de um filho, tem vontade de ver o mundo através da câmera, quer dizer a todos o quanto está amando, sente o pensamento transitar entre diafragma, velocidade, momento e luz.

Resolve então fazer disso profissão, como quem pede a fotografia em casamento.
Recebe clientes, oferece serviços, aceita desafios, trabalhos dos quais você se quer se imaginou fazendo, quebra a cabeça para fazer seu melhor, enquadra, fotometra, clica, calibra, entrega, recebe, diagrama, edita e anos depois, quando percebe, já não tem mais tempo de fazer o que mais gostava: simplesmente fotografar, sem a obrigatoriedade, só pela paixão. É assim que tenho me sentido.

Estou rodeada de equipamento fotográfico, tenho a minha disposição um estúdio a menos de dois metros de onde escrevo, aqui no meu computador existem pelo menos uns três bons programas de edição e tratamento de imagens, ao meu lado tem outro fotógrafo cujo trabalho eu admiro, sobre minhas estantes repousam (sim, infelizmente a melhor palavra no momento é “repousam”) livros de fotografias tão fantásticas que me fazem desejar também ter fotografado aquela cena, nas gavetas do armário tenho rolos de filmes loucos para serem usados, máquinas lomográficas que a tempos não dão uma voltinha e por que não me jogo? Por que é que o tempo passa sem que eu o registre? Por que eu não saio do escritório e vou para o centro procurar um tema?

Porque antes disso tudo vem os trabalhos, os prazos. Aqueles queridos – malditos. Fotografias que tem data para serem entregues, diagramações em progresso, sessões marcadas, orçamentos que precisam ser enviados, edições de eventos enormes, tratamentos, contas. Até as 22:00. Todo dia.

A gente deixa de fotografar porque vira fotógrafo. Engraçado.

É assim que todo ano, quando setembro se aproxima uma pequena chama reacende aqui e por mais que eu esteja embutida neste universo cliente-prazo-edição-contas eu sei que vou ter que parar. Vou ter que puxar a cordinha desse ônibus lotado e descer para respirar. Parar para lembrar porque é que eu me casei com a fotografia. Tipo terapia de casal.

O Paraty em Foco tem essa função na minha vida. Me chacoalhar. Dar um tapão na minha cara e depois fazer um carinho. E como eu gosto daquilo.
Gosto de olhar para cada canto e me deparar com um maluco e sua câmera. Tem gente mirando a árvore, o gato, a moça, a velha, o barco. Tem gringo abrindo o mapa e franzindo testa pra entender a programação, tem foto grande pendurada, tem foto pequena nos flyers, tem figurão da magnum tomando chope, tem moleque com Diana fotografando pomba, tem gente descobrindo a câmera escura e tem outros que inventam varais fotográficos no meio da rua. Me comove.

E olha que fiquei só dois dias. Só dois!! Se pudesse, ficava todos e mais um mês. Cheguei lá a noite, feliz de ter chego, de ter conseguido dar um tempo na vida. Andei pela cidade como quem já conhecia cada canto, me sentindo a boa filha que a casa torna. A cidade já respirava fotografia, só se escutavam “clics” pelos cantos.
Sentei de frente ao telão para ver a abertura, já que agora cobram 10 reais para vermos ao vivo (que saudade dos tempos gratuitos…) e já me sobe ao palco o Iatãn Canabrava sempre animado, sempre animando. Ali começou mais essa edição e em poucos minutos da primeira apresentação do Pieter Hugo eu já me reencontrei. “Ah, taí minha velha paixão! Oi fotografia, lembra de mim? Voltei!”.
Retratista de primeira, ele mostrou um mundo que eu não conheci: a África do Sul. E fez tão bem que no final da apresentação me senti como se tivesse conhecido sim, intimamente aliás. Fiquei maravilhada com os retratos de uns homens que domesticam hienas como se fosse cachorros. E os personagens do teatro me pareceram tão reais que os teria considerado assim, se não fosse a explicação dele.
E ri com todo mundo quando no final uma pessoa perguntou ingenuamente qual câmera ele usava naquele velho vicio feio de achar que isso importa. Ri mais ainda quando ele respondeu “muitas” colocando um final engraçado na questão.

A caminho do hotel olhei com familiaridade para uns retratos gigantes do Pieter, colocados ao lado da Igreja Matriz. Agora parecia que eu tinha visto ele fazê-los e de certa forma, era quase isso. No meu único dia inteiro, fui cedo pra Casa de Cultura e o mais legal é que no caminho você encontra sempre a leva boa de fotógrafos que realmente amam o que fazem e que em algum momento da sua vida você se deparou. E percebe que tá todo mundo igual a você: aliviado de ter se reencontrado na paixão, feliz com aquele monte de gente falando do assunto que mais gosta de conversar, curioso com o que vem por aí. Acho esse encontro, dos amantes fora do seu habitat natural, igualmente importante (ou até mais!) que as entrevistas dos grandes fotógrafos renomados.

Nessa manhã eu conheci, ainda sem entender, o trabalho de Roberta Carvalho. Na verdade eu saí da sala antes que ela apresentasse e morri de arrependimento depois. Saí porque queria ver as exposições e como são muitas, ia tomar muuuito tempo e eu não teria esse tempo a tarde. Pois bem, saí da sala e me joguei na exposições. Todas bem legais, cada uma do seu jeito. E, ufa, ainda gratuitas!

No almoço, o ponto auge do dia (me desculpe o Sr. Miguel Rio Branco) foi me sentar junto a 4 fotógrafos da minha cidade. Cada um de uma área, cada um do seu jeito e todos entre algumas cervejas contando seus projetos, rindo dos micos, fofocando da fotografia alheia, prometendo sempre se ver e na quarta saidera brindando o Paraty em Foco. E foi nesse almoço que me contaram que a Roberta Carvalho projetava pessoas em árvores. Eu não entendi direito na hora. Pessoas? Mas dá pra ver o rosto? Fica bacana?
A tarde eu babei dois litros e meio na palestra da Olívia Arthur. Pensei. Uau. A textura, as cores, os temas, aquelas mulheres. Achei tudo de uma beleza tão harmoniosa que chegava a me doer. Queria mergulhar lá. As fotos eram lisérgicas: tão comum e tão cinematográfico!

A palestra do Miguel Rio Branco eu nem sei se consigo falar a respeito ainda. Não teria texto pra isso. Foi a bomba do evento todo. Se eu estivesse na programação, não queria vir depois dele. Sério, trabalho grandioso demais. E o filme que ele passou (feito mais ou menos em 1980) era o mais atual (!) e forte que já vi. Amargo, difícil de engolir, de esquecer, bom demais. Nunca vi algo assim. E no final ele disse uma coisa para uma garota a qual eu dolorosamente concordei.

Na saída o Pedro Martinelli lançou um livro lindo o qual foi recebido com uma festa lotada e animada. Saí feliz, abraçada com meu exemplar autografado.

Passando pela praça uma árvore olhou para mim.
Roberta Carvalho jamais vou esquecer teu trabalho. Me senti privilegiada de ver aquilo. Passei um tempão ali, trocando olhares com a árvore.
No dia seguinte eu fui embora com o coração apertado. Se desse eu morava ali, na casa de cultura de Paraty, vendo fotos daqueles caras e pensando nas minhas.
Mas a gente tem que voltar. Casamento não é só lua de mel.
Foi como o Miguel Rio Branco disse para aquela menina que no final perguntou se ele achava que era melhor ela ter a fotografia como um hobby ou como uma profissão. “Não seja fotógrafa, tenha a fotografia como hobby. É melhor”.
Eu dolorosamente concordo.

Porque se ela quiser mesmo se casar com a fotografia, terá que aceita-la na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na probreza, amando-a, respeitando-a por todos os dias de sua vida. E esse não é o tipo de decisão o qual se pode pairar qualquer sombra de dúvida.

vai no site deles que tem mais um monte de coisa legal pra ver.

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daqui.

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quando era fotógrafo da secretaria de estado da cultura, vi de perto o secretário joão batista de andrade, lançar o programa de ação cultural, mais conhecido até então como PAC. o pac se tornou realidade em 2006 pela lei de incentivo à cultura, disponibilizando R$ 45 milhões para projetos culturais. R$ 20 milhões vinham da renúncia fiscal do estado através de isenção de icms e os outros R$ 25 milhões eram disponibilizados com recursos do tesouro nacional.

essas são algumas das fotos que fiz durante a apresentação oficial do pac para a classe artística, que aconteceu no salão nobre da secretaria da cultura.tudo isso pra dizer que só agora, cinco anos depois, o pac que agora virou proac, resolveu fazer um edital para fotografia.

são R$ 400 mil em incentivos para produção de livros de fotografia. serão premiados 10 projetos com o tema urbanidade e desenvolvimento das cidades paulistas. as inscrições já estão abertas e vão até 10 de outubro. para participar, os interessados devem residir no estado de são paulo há mais de dois anos.

as propostas devem atender alguns requisitos básicos: os livros deverão ter pelo menos 50 páginas e tiragem de 1.000 exemplares. os selecionados terão oito meses para executar seus projetos, a contar da assinatura do contrato com a secretaria. numa forma de garantir a interiorização do incentivo, pelo menos duas propostas serão selecionadas entre proponentes que residem fora da capital.

e o edital, cadê?
aqui.

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